A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta que o Brasil tem capacidade de produção de biometano para atender ao aumento da demanda até 2036, impulsionando a transição energética.
Um estudo recente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aponta que o Brasil detém um potencial de produção de biometano robusto o suficiente para acompanhar o ritmo de expansão da demanda pelo combustível limpo até 2036. Essa projeção otimista integra a nova edição da Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis, divulgada pela própria agência.
Durante o 13º Fórum do Biogás, realizado na capital paulista, Marcelo Alfradique, superintendente adjunto de Petróleo e Gás Natural da EPE, enfatizou o notável crescimento no consumo de biometano em território nacional nos últimos anos. Ele sublinhou a importância estratégica desse biocombustível na jornada de descarbonização, particularmente no segmento de transportes.
A substituição do diesel por veículos pesados movidos a biometano representa um ganho ambiental direto, contribuindo para a redução das emissões de poluentes e gases de efeito estufa no setor.
Diálogo e informações para o mercado
A EPE tem intensificado seus esforços para estabelecer um diálogo construtivo com os diversos atores do setor de biometano. O objetivo é mitigar as assimetrias de informação e promover um ambiente mais transparente para os investimentos e o desenvolvimento do mercado.
Uma iniciativa relevante nesse sentido foi a publicação de uma nota técnica focada no transporte de biometano via GNC (Gás Natural Comprimido). Este documento analisa detalhadamente os custos envolvidos, a logística necessária e a contabilização de emissões em cenários variados de volume e distância.
A estatal reforça que tais ações visam consolidar sua participação em um mercado que experimenta uma expansão acelerada, impulsionada tanto pela crescente disponibilidade de matérias-primas quanto pelo amadurecimento contínuo do setor de biogás no país.
Potencial e o futuro do biometano
A conclusão da EPE reforça o papel promissor do biometano como um vetor energético essencial para a transição para uma economia de baixo carbono no Brasil. A capacidade de suprir a demanda projetada até 2036 sugere um futuro onde o combustível renovável desempenhará um papel cada vez mais central na matriz energética nacional, especialmente em aplicações de difícil eletrificação como o transporte pesado.
A maior disponibilidade de matérias-primas orgânicas e o avanço tecnológico no setor de biogás são pilares fundamentais que sustentam essa perspectiva positiva, abrindo caminho para novas oportunidades de negócios e para um ambiente mais limpo.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Novas regras da Aneel para ressarcimento de curtailment podem retroagir a novembro de 2025
· Instagram
LEIA MAIS
Lula e Silveira visitam poço Petrobras na Foz do Amazonas em campanha após descoberta
· Instagram
LEIA MAIS
Usinas Virtuais transformam telhados solares em inteligência estratégica para o sistema elétrico brasileiro
· Instagram
LEIA MAIS






















