O dono da Ricardo Magro, é alvo de mandado de prisão preventiva e foi incluído na lista de procurados da Interpol. A Polícia Federal deflagrou uma operação investigando irregularidades no setor de combustíveis.
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 15 de maio, a Operação Sem Refino, uma ação de grande envergadura que mira o setor de combustíveis no Brasil. O empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit (Refinaria de Manguinhos), tornou-se o principal alvo, tendo um mandado de prisão preventiva expedido e seu nome adicionado à Difusão Vermelha da Interpol, o que o torna procurado internacionalmente.
Este desenvolvimento sublinha a crescente fiscalização sobre grandes grupos econômicos e os esforços para combater irregularidades no mercado de energia. A ação coordenada demonstra a seriedade das acusações e o impacto potencial nas operações de um player relevante no segmento de refino de petróleo e gás.
A Operação Sem Refino e Seus Desdobramentos
A operação da Polícia Federal não se limitou ao dono da Refit. O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também foi um dos alvos da ação, que mobilizou agentes em três estados: Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e decretadas sete medidas de afastamento de função pública, evidenciando a amplitude da investigação.
Além das prisões e afastamentos, foram bloqueados cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e determinadas a suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas. As medidas, consideradas de alto impacto para o mercado de combustíveis, foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e contaram com o apoio técnico da Receita Federal.
Fraudes Fiscais e Evasão de Recursos
As investigações da PF focam na suposta utilização de uma complexa estrutura societária e financeira do grupo econômico da Refit para a dissimulação de bens e a evasão de recursos ao exterior. Tais práticas, se comprovadas, representam um sério golpe contra a integridade do sistema financeiro e tributário do país.
A Receita Federal aponta que o grupo da Refit é o maior devedor contumaz do Brasil, acumulando débitos que somam R$ 26 bilhões.
Este histórico de endividamento e supostas irregularidades fiscais adiciona uma camada de complexidade ao cenário jurídico e operacional da empresa no setor de energia.
Histórico de Fiscalização e Retenções
O grupo Refit não é alvo de investigação pela primeira vez. Desde setembro de 2025, a empresa já estava na mira da Polícia Federal por supostas fraudes fiscais. Paralelamente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) detectou falhas significativas na segurança da refinaria, o que gerou preocupações adicionais sobre suas operações.
Uma operação anterior, que contou com a participação da Marinha do Brasil, resultou na retenção de expressivos 91 milhões de litros de combustíveis e compostos químicos, sublinhando os desafios regulatórios e operacionais enfrentados pela companhia.
A Operação Sem Refino e a inclusão de Ricardo Magro na lista da Interpol reforçam o compromisso das autoridades brasileiras em combater a corrupção e as irregularidades no setor de energia. O bloqueio bilionário de ativos e o afastamento de funcionários públicos de alto escalão demonstram a determinação em desmantelar esquemas de fraude e evasão fiscal.
Este caso, que envolve um importante player do mercado de combustíveis, deve ter amplas repercussões, servindo de alerta para a importância da governança e da conformidade. Acompanharemos os próximos passos do processo judicial, que prometem moldar o cenário de fiscalização e transparência para empresas que atuam no vital segmento de energia e petróleo e gás no Brasil.





















