A Copel revisou suas diretrizes financeiras, elevando o teto de alavancagem para permitir maior fôlego em novos investimentos, enquanto mantém o compromisso com o pagamento de dividendos aos acionistas.
Em um movimento estratégico voltado a conciliar o vigor dos investimentos com a saúde financeira da organização, a Copel anunciou uma atualização relevante em seus indicadores de estrutura de capital. A decisão, validada pelo conselho de administração, reflete uma adaptação necessária para suportar ciclos de crescimento de longo prazo, mantendo o foco na qualidade dos serviços prestados.
A mudança mais significativa refere-se ao limite de alavancagem financeira da companhia. O indicador, calculado através da relação entre a dívida líquida e o Ebitda, teve sua meta ajustada de 2,8 vezes para 2,9 vezes. Com esse ajuste, a faixa de tolerância foi automaticamente recalibrada, passando a situar-se entre 2,6 e 3,2 vezes, ante o patamar anterior que variava de 2,5 a 3,1 vezes.
Maior prazo para ajustes financeiros
Além da alteração nos limites de endividamento, a empresa introduziu uma medida para ampliar a agilidade na gestão de caixa. O período estabelecido para a convergência ao centro da faixa de alavancagem foi dobrado, saltando de 24 para 48 meses.
Essa maior flexibilidade permite que a Copel contorne oscilações de mercado e gerencie seus projetos de infraestrutura com menor pressão sobre o balanço financeiro. Conforme detalhou a companhia, o objetivo é garantir que o planejamento de expansão caminhe lado a lado com a preservação de sua solidez financeira.
“A atualização busca integrar a gestão da estrutura de capital às necessidades de expansão dos negócios, preservando ao mesmo tempo a capacidade de remuneração dos acionistas.”
Política de dividendos mantida
Mesmo com as alterações, os acionistas continuam sendo prioridade na governança corporativa da Copel. A política de distribuição de dividendos permanece atrelada ao cumprimento dos novos parâmetros de alavancagem.
A empresa ratificou que o pagamento mínimo será de 75% sobre o lucro líquido anual, assegurando ainda a regularidade no repasse aos investidores, com a promessa de realizar pelo menos duas distribuições ao longo de cada exercício fiscal. Com essa reestruturação, a concessionária busca equilibrar o apetite por crescimento e a entrega de valor ao mercado.























