A implementação de sistemas de condução semiautônoma em trens da VLI superou metas de eficiência, reduzindo o consumo de diesel em 8% e reforçando o compromisso com a sustentabilidade.
A VLI, importante player no setor de logística ferroviária, alcançou resultados expressivos na otimização de suas operações ao adotar tecnologias de condução semiautônoma.
A iniciativa, que integra a estratégia de descarbonização da companhia, registrou uma economia média de 8% no uso de óleo diesel em seus principais corredores de escoamento de cargas.
Os ganhos foram observados especialmente nos trajetos que conectam o Tocantins ao Porto de Itaqui, na Ferrovia Norte-Sul, e no corredor que liga o Espírito Santo ao Porto de Santos.
O desempenho superou as estimativas iniciais da operadora, consolidando a eficácia do uso de inteligência aplicada à malha ferroviária brasileira.
Tecnologia a favor da eficiência energética
A solução, em fase de escala nos últimos três anos, funciona por meio de um software avançado que assume o controle da aceleração, frenagem e manutenção de velocidade após o trem atingir 8 km/h.
O sistema analisa em tempo real a dinâmica da composição e as condições da via para calcular a forma mais eficiente de condução.
“A ferramenta ajusta parâmetros cruciais da viagem, garantindo que o plano de condução otimizado reduza o desperdício de combustível sem comprometer o fluxo operacional das ferrovias.”
Entre maio de 2024 e julho de 2025, o sistema foi aplicado em cerca de 60% das viagens realizadas pela empresa.
Esse uso intensivo resultou na preservação de 4 milhões de litros de diesel, evidenciando o papel central da digitalização na busca por operações de carga com menores níveis de emissão de carbono.
Compromisso com o transporte sustentável
O sucesso da condução semiautônoma é um dos pilares da VLI para tornar o transporte de mercadorias mais sustentável.
Além da tecnologia de direção, a companhia investe em composições maiores e estruturas de via mais resistentes para aumentar a capacidade de carga, além de realizar estudos técnicos para a futura adoção de etanol como combustível nos trens.
O impacto dessa tecnologia vai além da redução de custos operacionais imediatos.
Ao otimizar o consumo de combustíveis fósseis, a empresa se posiciona na vanguarda da transição energética do setor de transportes brasileiro.
A expectativa é que, com o aprimoramento contínuo das ferramentas digitais, os níveis de eficiência energética alcancem patamares ainda mais elevados nos próximos anos, fortalecendo a logística verde em nível nacional.
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