A China consolidou sua supremacia na transição energética ao deter metade da potência global instalada em fontes eólicas e solares, deixando outros países em posições distantes.
A aceleração da matriz energética chinesa atingiu patamares históricos, conforme revela o mais recente Relatório Estatístico de Energia Mundial elaborado pelo Instituto de Energia. Os dados confirmam que a nação asiática não apenas lidera o setor, mas dita o ritmo da mudança global ao concentrar cerca de 50% de todo o potencial de geração limpa em operação no planeta.
Em números absolutos, o país alcançou a marca expressiva de 641 gigawatts em capacidade eólica e superou os 1.200 gigawatts em sistemas fotovoltaicos até o ano de 2025. Esse volume de infraestrutura coloca a potência asiática em um patamar isolado, com os Estados Unidos ocupando a segunda colocação, porém com números significativamente inferiores nas duas categorias.
Destaque internacional e a posição do Brasil
Enquanto a disputa pelo topo da tabela permanece desproporcional, o desempenho de outros países também merece atenção. O Brasil, por exemplo, mantém uma posição de relevância no cenário internacional, figurando entre as principais nações na expansão de fontes renováveis.
“O país ocupa hoje o 5º lugar global em capacidade eólica instalada e a 6ª posição no setor solar, contribuindo com 2,71% da produção mundial somada desses dois segmentos,” destaca o levantamento.
Projeções para a transição energética
O distanciamento entre a China e seus concorrentes diretos reforça a importância das políticas públicas e dos pesados investimentos em setor elétrico realizados pelo governo chinês nos últimos anos. A dominância chinesa na fabricação e implementação dessas tecnologias sugere que o país continuará sendo o maior protagonista na descarbonização industrial.
A expectativa para o futuro é que a lacuna entre os líderes e as demais potências exija novas estratégias globais para manter o equilíbrio da sustentabilidade. O relatório serve como um indicador fundamental para analistas e investidores que acompanham a evolução da energia verde, fornecendo uma base sólida para o entendimento do mercado energético mundial nos próximos anos.






















