Cemig aposta na redução de riscos e mira faturamento bilionário em 2028
A Cemig anunciou uma estratégia voltada para a diminuição da exposição em suas operações de comercialização de energia nos próximos anos, com projeções ambiciosas para 2027 e 2028. A companhia não apenas busca otimizar seus resultados financeiros, mas também explora novas frentes de investimento, como leilões de transmissão, projetos de baterias e o promissor mercado de data centers.
Durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre, Sérgio Lopes, vice-presidente de Comercialização, detalhou os desafios enfrentados em um cenário de volatilidade de preços e mudanças no mercado. Apesar de um recuo pontual de R$ 383,4 milhões no Ebitda da área, justificado pela compra de energia a preços elevados, a Cemig demonstrou resiliência.
A estratégia de negociação interna, trocando posições entre comercialização e geração, neutralizou o impacto negativo para o grupo, gerando um efeito zero.
Sérgio Lopes afirmou:
A companhia vem apresentando desempenho superior ao de seus concorrentes dentro das estratégias adotadas.
O executivo ressaltou a capacidade da Cemig de navegar em um mercado com desafios estruturais. A meta para 2028 é alcançar um faturamento expressivo, estimado entre R$ 1 bilhão e R$ 1,8 bilhão, fruto de reduções de risco realizadas em momentos oportunos.
Além da comercialização, a Cemig avalia cuidadosamente oportunidades em data centers, buscando formas de rentabilizar a venda de energia e sua participação no setor. No segmento de transmissão, o foco permanece na disciplina de capital, priorizando investimentos que gerem maior valor aos acionistas.
A renovação de concessões de três usinas hidrelétricas também segue como prioridade, com negociações em andamento com o Ministério de Minas e Energia (MME).
Diante das previsões de impactos do El Niño, a companhia detalhou planos de manutenção e contingência para garantir a operação de suas usinas e a resiliência de seus ativos de transmissão.
Os resultados financeiros do segundo trimestre revelaram um lucro líquido de R$ 945,4 milhões, com Ebitda ajustado em R$ 2,23 bilhões, indicando uma performance robusta em distribuição, geração e transmissão, apesar dos desafios pontuais na comercialização e do resultado financeiro.






















