A entidade do setor de geração termelétrica cobra a inclusão de combustíveis fósseis limpos nas diretrizes governamentais para assegurar o suprimento contínuo de eletricidade aos centros de dados.
A Associação Brasileira de Geração Termelétrica (Abraget) expressou forte preocupação com os rumos discutidos no âmbito do Ministério da Fazenda a respeito do decreto do Redata. O ponto central do impasse reside na diretriz defendida pela pasta econômica, que atualmente restringe o fornecimento de eletricidade para a infraestrutura de tecnologia exclusivamente a fontes renováveis.
Para a associação, a exclusão das térmicas representa um risco à estabilidade operacional desses grandes complexos tecnológicos. Os defensores da medida argumentam que a transição energética precisa vir acompanhada de garantias robustas de suprimento, ponto em que o gás natural desempenha um papel estratégico imprescindível.
A necessidade de energia firme para a expansão digital
Os centros de processamento de dados exigem um fluxo contínuo e ininterrupto de eletricidade para operar em capacidade plena, cenários em que as chamadas fontes intermitentes, como solar e eólica, podem apresentar vulnerabilidades sem o devido suporte de base. A Abraget enfatiza que a segurança do sistema elétrico nacional depende de fontes capazes de despachar carga a qualquer momento.
A inclusão do gás natural na matriz de atendimento a esses empreendimentos funcionaria como um pilar de sustentação contra blecautes e oscilações na rede. A discussão sobre o formato ideal do decreto evidencia o delicado equilíbrio entre metas ambientais rigorosas e a realidade técnica exigida pelo avanço da economia digital no país.
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