A candidata ao Governo do DF, Celina Leão, detalha planos para alavancar o comércio local, priorizando o congelamento de impostos e a implementação de um amplo programa de refinanciamento para feirantes.
A movimentação política no Distrito Federal ganha um novo capítulo focado no setor produtivo. Em encontros recentes com empresários e trabalhadores das feiras livres, a candidata Celina Leão (PP) apresentou diretrizes que buscam equilibrar a arrecadação regional através do fomento à atividade econômica, em vez do aumento da carga tributária.
O discurso central da postulante gira em torno da estabilidade fiscal e da desburocratização. Ao priorizar a manutenção das alíquotas atuais, o plano visa criar um ambiente de previsibilidade para que pequenos e médios empreendedores possam expandir seus negócios com maior segurança jurídica, consolidando o comércio como um motor de desenvolvimento para a capital.
Refis para feirantes e estabilidade tributária
Um dos pontos de maior destaque é o anúncio de um programa agressivo de refinanciamento de débitos, voltado especificamente para os feirantes. A iniciativa busca sanar pendências financeiras que impedem o crescimento desses profissionais, oferecendo condições para que retomem a regularidade de suas atividades.
A candidata afirmou:
A gente vai fazer o maior Refis da história para os feirantes. Nós vamos fazer com que eles tenham condição de se reorganizarem.
Além do incentivo fiscal, a proposta inclui a garantia de permanência nas bancas e um plano para a ocupação de espaços que atualmente encontram-se ociosos. A gestão pretende utilizar a expertise do Sebrae para auxiliar na gestão desses negócios, promovendo um suporte mais robusto aos trabalhadores.
Foco em segurança jurídica e desenvolvimento regional
A estratégia para a economia do DF não se limita ao setor de feiras. A proposta de Celina Leão abrange a regularização fundiária e comercial, com ênfase em regiões administrativas como o Núcleo Bandeirante e a Vila Cauhy. A ideia é eliminar inseguranças que travam investimentos nessas localidades.
A política de não elevar impostos é apresentada como a pedra angular da proposta. A lógica por trás da promessa é que, ao estimular a abertura de novas empresas e fortalecer as já existentes, o aumento da arrecadação aconteça de forma orgânica, acompanhando o crescimento do volume de vendas e da oferta de serviços no território brasiliense.
Nos próximos meses, o setor empresarial deve acompanhar de perto como essas diretrizes se traduzirão em ações práticas de governo. A expectativa do mercado é que a desburocratização e a proteção tributária consigam, de fato, gerar um efeito positivo na manutenção dos empregos e na atração de novos capitais para o Distrito Federal.















