O fundo de investimentos da Casa dos Ventos negocia a aquisição de sete novos projetos de energia limpa da Voltalia, somando 300 MW em capacidade futura no Brasil.
O mercado brasileiro de energia limpa registra mais uma movimentação estratégica de grande porte. O Salus FIP, fundo gerido pelo grupo Casa dos Ventos, protocolou junto ao Cade uma proposta para incorporar sete sociedades de propósito específico pertencentes à Voltalia.
A iniciativa prevê a expansão do portfólio de geração renovável com a adição de 300 MW em empreendimentos que ainda estão no papel. Essa é mais uma etapa do plano de crescimento da companhia no setor de transição energética nacional.
Detalhes da transação entre as gigantes da energia
A operação abrange a totalidade das cotas de cinco usinas solares fotovoltaicas localizadas no Tocantins, batizadas de Gurupi 1 a 5, além de dois complexos eólicos no Rio Grande do Norte, chamados Tourinhos C11 e C12. Por se tratarem de ativos em desenvolvimento, a concretização do negócio depende do aval regulatório.
O processo já foi encaminhado para análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, órgão antitruste que avalia a concentração de mercado. Contudo, a efetiva transferência das outorgas de energia elétrica precisará posteriormente do aval definitivo da Aneel.
Em justificativa enviada às autoridades regulatórias, os investidores destacaram que:
a transação representa uma oportunidade de ampliar o portfólio de investimentos em energia renovável no Brasil.
Para a vendedora, o desinvestimento faz parte de uma estratégia corporativa voltada para a realocação de capital em outras frentes de negócio.
Aceleração de portfólio e novos parques
O apetite da Casa dos Ventos pelo mercado de fontes renováveis tem se mostrado intenso nos últimos meses. Esta é a segunda operação de compra de ativos anunciada recentemente pela gestora, que também busca absorver empreendimentos eólicos da Vestas no sul do país.
Paralelamente às negociações de compra, a empresa planeja iniciar até meados de 2027 a construção de um enorme complexo eólico de 750 MW na cidade gaúcha de Dom Pedrito. Com aportes estimados em R$ 4 bilhões, a obra promete incrementar de forma significativa a oferta de energia sustentável na região sulista.
A expansão contínua da Casa dos Ventos consolida o protagonismo do setor privado na consolidação de um matriz elétrica cada vez mais verde. Com o avanço das tratativas no Cade, a expectativa é que o mercado de infraestrutura verde ganhe ainda mais dinamismo nos próximos meses.
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