A produção de petróleo no Brasil alcançou um marco histórico em março de 2026, atingindo a marca de 4,247 milhões de barris diários. Este volume representa o maior índice já registrado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sinalizando um crescimento expressivo de 4,6% em relação a fevereiro e um salto de 17,3% quando comparado a março do ano anterior.
O feito notável ocorre em um cenário global de instabilidade geopolítica, com a escalada do conflito no Irã impulsionando os preços internacionais do barril. O petróleo Brent, referência no mercado, já acumula uma valorização superior a 50% desde o início das tensões em fevereiro de 2026, criando um ambiente favorável para o aumento da produção.
Produção de Gás Natural e Destaque do Pré-Sal
Em paralelo ao desempenho do petróleo, a produção de gás natural em março de 2026 totalizou 204,11 milhões de metros cúbicos (m³). Deste volume, 67,4 milhões de m³ foram destinados ao mercado, enquanto 54,9% do total foram reinjetados nos poços, prática comum para manter a pressão e otimizar a extração.
O pré-sal consolidou sua posição como principal polo produtor, respondendo por impressionantes 4,421 milhões de barris de óleo equivalente por dia, o que equivale a 79,9% da produção total. O volume extraído do pré-sal demonstrou um aumento de 3,6% em relação a fevereiro e 19% em comparação com março de 2025.
Campos e Instalações Lideram a Extração
O campo de Búzios, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, destacou-se como o maior produtor de petróleo, com uma extração diária de 886,43 mil barris. Já o campo de Mero, também no pré-sal santista, liderou a produção de gás natural, registrando 42 milhões de m³ por dia.
As instalações offshore de maior performance foram o FPSO Almirante Tamandaré, no Campo de Búzios, para a produção de petróleo, e o FPSO Guanabara, no campo de Mero, para o gás natural. Estes sistemas flutuantes são essenciais para a operação e eficiência na extração em águas profundas.
Desempenho Financeiro da PPSA e Contribuição para a União
A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), empresa estatal responsável pela gestão dos contratos da União no pré-sal, anunciou um lucro líquido de R$ 30,1 milhões referente ao ano de 2025. A maior parte deste valor, R$ 28,6 milhões, será distribuída à União, acionista única da estatal.
Este repasse se soma aos expressivos R$ 30,9 bilhões arrecadados pela União em 2025 através da PPSA. O montante inclui receitas da comercialização de óleo e gás nos campos do pré-sal (R$ 20,5 bilhões), leilões de áreas não contratadas (R$ 8,8 bilhões) e acordos relacionados à jazida compartilhada de Jubarte. A PPSA ressaltou que a arrecadação de 2025 superou a soma de todos os valores recolhidos pela companhia desde sua fundação até 2024, evidenciando a crescente importância da produção de energia e seus impactos financeiros para o país.





















