A Clark Solutions conquistou um aporte de R$ 9,5 milhões da Finep para criar um eletrolisador nacional, visando impulsionar a produção de hidrogênio verde no Brasil.
O setor de energia limpa no Brasil acaba de receber um importante incentivo à soberania tecnológica. A Clark Solutions, premiada pela Finep em reconhecimento à sua capacidade inovadora, recebeu um aporte de R$ 9,5 milhões para viabilizar a criação de um eletrolisador alcalino inteiramente desenvolvido com tecnologia nacional. O projeto é um marco para a descentralização da produção de combustíveis sustentáveis.
Essa nova solução técnica tem como propósito principal converter o excedente de energia renovável — o fenômeno conhecido como curtailment — em insumos de valor. Ao integrar essa tecnologia ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o objetivo é otimizar a rede elétrica e oferecer uma rota eficiente para a descarbonização de segmentos industriais intensivos, como a produção de aço e fertilizantes, que possuem dificuldades em reduzir suas emissões de carbono.
Tecnologia modular e foco em eficiência
Diferente de grandes projetos voltados predominantemente à exportação, a tecnologia desenvolvida pela Clark Solutions é modular. Esse design facilita a instalação próxima aos centros de consumo, reduzindo gargalos logísticos e custos operacionais. A inovação busca otimizar o desempenho térmico e de pressão, permitindo que a produção ocorra de forma flexível e adaptada às necessidades de diferentes plantas industriais.
Próximos passos rumo à escala industrial
Atualmente, a empresa avança na montagem de um protótipo semi-industrial, com capacidade estimada entre 150 kW e 220 kW. O cronograma estabelecido pela companhia prevê um salto significativo até o encerramento de 2026, quando a meta é atingir a escala industrial com um equipamento capaz de gerar mais de 1 MW.
A partir de 2027, o foco será a realização de testes rigorosos e ajustes de calibração em cenários operacionais reais. Com esse investimento, a empresa reforça o compromisso em diminuir a dependência de tecnologias importadas, fortalecendo a cadeia produtiva local e consolidando o Brasil como um player competitivo na nova economia global de hidrogênio verde.




















