A parceria entre a Prime Energy e a Azul avança com a migração de novas unidades para o Mercado Livre de Energia e a adoção de energia por assinatura, fortalecendo a eficiência operacional e a sustentabilidade da companhia aérea.
A busca por maior eficiência e previsibilidade nos custos operacionais tem levado grandes players do setor de aviação a transformar a gestão de seus ativos. Em uma estratégia alinhada com as exigências de um mercado cada vez mais consciente, a Prime Energy, comercializadora que viabiliza soluções da Shell Energy no Brasil, anunciou a ampliação de seu projeto com a Azul Linhas Aéreas.
A iniciativa marca uma nova fase na transição energética da empresa, que agora expande sua presença no Ambiente de Contratação Livre (ACL) e consolida o uso de energia por assinatura. Com essa movimentação, a Azul reforça seu compromisso com a otimização de recursos enquanto consolida uma infraestrutura de suprimento energético mais resiliente e diversificada.
Avanço no Mercado Livre de Energia
A parceria entre as duas empresas, que teve início em 2023, acaba de ganhar novos contornos. Em março, a Prime Energy concluiu a migração de duas novas unidades consumidoras da companhia aérea para o Mercado Livre de Energia, localizadas em Belo Horizonte (MG). Somadas às duas unidades iniciais em Campinas (SP), o volume total da operação atinge 500 MWh, proporcionando ganhos financeiros expressivos.
Além da migração para o mercado livre, a estratégia inclui outras 15 unidades atendidas pelo modelo de Geração Distribuída (GD). Estas unidades, espalhadas por estados como Bahia, Paraná, Minas Gerais, Piauí, Mato Grosso e o interior de São Paulo, demonstram a capilaridade necessária para sustentar a logística complexa da companhia.
Soluções customizadas para um setor complexo
A integração de diferentes modelos contratuais permite uma gestão adaptável às particularidades de cada região. Ana Lia Ferrero, CEO da Prime Energy, destaca a importância desta sinergia:
“A ampliação dessa parceria com a Azul reforça como diferentes soluções do setor elétrico podem ser combinadas de forma estratégica para atender operações complexas, com presença em diferentes regiões do país. Ao reunir Mercado Livre de Energia e energia por assinatura, conseguimos apoiar a companhia em uma jornada de maior eficiência, previsibilidade e competitividade”
Esse modelo híbrido tem se tornado uma tendência forte em setores como logística e aviação. Ao diversificar as fontes e os formatos de contratação, as empresas garantem não apenas a redução de custos, mas também uma maior segurança frente à volatilidade das tarifas de energia elétrica.
Impacto financeiro e futuro sustentável
Os números refletem o sucesso da colaboração: nos últimos 36 meses, a parceria já gerou uma economia de aproximadamente R$ 3 milhões. Com a inclusão das novas unidades no ACL, a expectativa é que esse montante se aproxime de R$ 5 milhões, enquanto o modelo de assinatura prevê reduções anuais que podem chegar a R$ 117 mil por unidade.
André Gonçalves da Cruz, vice-presidente Técnico da Azul, enfatiza o valor dessa gestão:
“Com uma operação presente em diferentes regiões do país, buscamos soluções energéticas que aumentem a eficiência operacional, tragam mais previsibilidade para a gestão de custos e atendam às necessidades específicas de cada unidade. Os resultados alcançados desde o início da parceria reforçam a importância de ampliar esse modelo, combinando Mercado Livre de Energia e energia por assinatura, em uma gestão mais estratégica do consumo energético. Além dos ganhos operacionais, iniciativas como essa contribuem para o fortalecimento de uma aviação cada vez mais sustentável e competitiva”
O movimento reforça que a transição energética corporativa é um caminho sem volta. À medida que grandes companhias adotam tecnologias mais limpas e modelos de gestão eficientes, a infraestrutura nacional de sustentabilidade ganha musculatura, consolidando o Brasil como um mercado promissor para soluções que unem economia real e responsabilidade ambiental.





















