A Azul Linhas Aéreas intensifica sua estratégia de migração energética em parceria com a Prime Energy, buscando reduzir custos operacionais com foco em eficiência e sustentabilidade no mercado livre de energia.
A Azul Linhas Aéreas deu um passo importante para otimizar seus gastos com eletricidade ao ampliar sua colaboração com a Prime Energy, braço de soluções da Shell Energy no país. O movimento estratégico foca na migração de diversas unidades da companhia para modelos de contratação mais vantajosos, projetando uma economia acumulada na casa dos 5 milhões de reais.
Recentemente, duas novas unidades consumidoras foram integradas ao Ambiente de Contratação Livre (ACL). Além disso, a empresa aérea se prepara para expandir sua pegada sustentável ao adotar o modelo de energia por assinatura em outras 15 unidades espalhadas por estados como Bahia, Paraná, Minas Gerais, Piauí e Mato Grosso, além de cidades no interior paulista.
Eficiência e Previsibilidade no Setor Aéreo
A parceria, iniciada em 2023 com as primeiras unidades em Campinas, reflete a maturidade da Azul na gestão energética. Com a inclusão das unidades de Belo Horizonte ao mercado livre neste ano, a empresa fortalece uma operação que já soma 500 MWh, equilibrando o uso de energia convencional com a geração distribuída (GD).
Para a liderança da Prime Energy, a iniciativa demonstra como a diversificação de fontes é fundamental para grandes corporações. Segundo Ana Lia Ferrero, CEO da comercializadora, “a ampliação dessa parceria com a Azul reforça como diferentes soluções do setor elétrico podem ser combinadas de forma estratégica para atender operações complexas, com presença em diversas regiões do país.”
Impacto Financeiro e Projeções
Os números justificam a mudança de estratégia. Nos últimos três anos, a migração inicial das duas primeiras unidades para o mercado livre gerou uma economia de 3 milhões de reais. Com as novas adições e a implementação do modelo de assinatura — que deve proporcionar uma redução anual entre 95 mil e 117 mil reais —, o caixa da companhia será diretamente beneficiado.
Do lado da transportadora, a gestão ressalta que o ganho não é apenas monetário. “Buscamos soluções energéticas que aumentem a eficiência operacional, tragam maior previsibilidade para a gestão de custos e atendam às necessidades específicas de cada unidade”, afirmou André Gonçalves da Cruz, vice-presidente técnico da Azul.
O setor aéreo, altamente sensível a custos operacionais, deve manter a tendência de migração para o ACL, buscando proteger-se da volatilidade de preços e garantir maior estabilidade financeira a longo prazo.






















