A AXIA Energia consolidou o controle de sete hidrelétricas em Tucuruí, no Pará, centralizando a gestão de 11,2 GW sob o comando de uma equipe dedicada de 17 especialistas.
A AXIA Energia deu um passo estratégico na gestão de seus ativos no Brasil ao unificar o monitoramento e o comando operacional de sete usinas hidrelétricas em um único centro, localizado em Tucuruí, no Pará.
Com a recente integração das plantas de Teles Pires e Colíder — que anteriormente eram operadas a partir de Brasília — a companhia consolidou a supervisão de um complexo que totaliza 11,2 GW de capacidade instalada.
Essa mudança reflete um movimento de busca por maior eficiência operacional e padronização de processos. Ao reunir o controle de ativos estratégicos, como as hidrelétricas de Balbina, Coaracy Nunes, Samuel, Curuá-Una e a própria Tucuruí, a empresa pretende ganhar agilidade na tomada de decisões frente às demandas dinâmicas do Sistema Interligado Nacional (SIN).
A rotina de um centro de controle estratégico
A operação ininterrupta do complexo é garantida por um quadro de 17 profissionais, que atuam em regime de turnos para assegurar o monitoramento 24 horas por dia, incluindo fins de semana.
Mais do que gerenciar o fluxo de eletricidade, a equipe lida com variáveis complexas que vão desde a hidrologia dos reservatórios até protocolos rigorosos de preservação ambiental.
Cada usina possui particularidades que exigem atenção especializada. Seja no manejo de níveis de água para a proteção da fauna aquática, como ocorre com os peixes em Tucuruí, ou nas restrições de operação devido à presença de quelônios em Balbina, os operadores precisam conciliar a geração com a conservação.
Jureny Costa, coordenadora do Centro de Operação, pontua:
Trabalhar dessa maneira exige conhecimento detalhado sobre os equipamentos e atenção constante às condições de funcionamento. A possibilidade de realizar comandos a distância não reduz a responsabilidade dos profissionais pelas decisões tomadas.
Sincronia com o ONS e o futuro do setor
A operação das usinas segue um cronograma rigoroso estabelecido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). No entanto, o papel da equipe em Tucuruí é fundamental para adaptar a geração em tempo real, especialmente diante da volatilidade de fontes renováveis como a eólica e a solar.
Quando a oferta de outras fontes oscila, a equipe técnica ajusta as turbinas considerando os limites de segurança e a disponibilidade hídrica de cada barragem.
Graças à tecnologia de comandos remotos, os operadores conseguem gerenciar o parque gerador, realizar o despacho de carga e até manipular vertedouros a centenas de quilômetros de distância. Esse controle centralizado permite que a AXIA Energia utilize a expertise técnica de forma transversal.
Segundo Antonio Pardauil, presidente da AXIA Energia na região Norte, a centralização não visa apenas a automação, mas a criação de uma inteligência coletiva.
O objetivo é que os desafios operacionais enfrentados na região amazônica sejam mitigados por meio de procedimentos padronizados que respeitem a identidade de cada empreendimento.
Atualmente, a empresa detém 17% da capacidade de geração do país e desempenha um papel vital no SIN, operando um portfólio vasto que serve como pilar para a segurança energética nacional.












