Aumento da mistura de etanol na gasolina para 32% é esperado para junho, fortalecendo a segurança energética do país.
O cenário energético brasileiro caminha para uma nova fase com a expectativa de aprovação para junho do aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina. A proposta de elevar o teor de 29% para 32%, conhecida como E32, é vista como um passo significativo para a consolidação de combustíveis renováveis na matriz nacional, reduzindo a dependência de insumos importados e mitigando os impactos da volatilidade internacional no preço dos combustíveis fósseis.
A decisão final caberá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Apesar de a reunião que discutiria o tema ter sido adiada, a sinalização do Ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa, indica otimismo quanto à aprovação. A expectativa é que a proposta seja votada sem grandes obstáculos, consolidando uma tendência de transição energética mais robusta no país.
Medida visa reforçar a autossuficiência e a sustentabilidade energética
A elevação do percentual de etanol anidro na gasolina, prevista na Lei do Combustível do Futuro, sancionada em outubro de 2024, reforça o compromisso do governo com a transição energética. Em um contexto de instabilidade global e alta nos preços do petróleo Brent, a medida surge como uma estratégia eficaz para aumentar a segurança energética do Brasil. A declaração do Ministro Márcio Elias Rosa durante um evento da Firjan ressalta o alinhamento entre as esferas governamentais e o setor produtivo.
“Já está na pauta, o governo já anunciou a medida. Falta deliberar. É uma formalidade, porque imagino que no CNPE não vai ter oposição”, afirmou o ministro. Essa confiança se baseia em testes técnicos que já comprovaram a viabilidade do uso do E32 em motores automotivos e industriais, sem apresentar problemas de performance ou durabilidade. O avanço para percentuais maiores, contudo, demandará novas avaliações técnicas.
Pressão do setor e cenário internacional impulsionam decisão
A expectativa pelo aumento da mistura obrigatória do etanol na gasolina ganha força diante de um cenário internacional volátil, com conflitos impactando o mercado de petróleo. A declaração do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de abril, indicando a iminência do anúncio de novas misturas obrigatórias, incluindo o E32 e a elevação do biodiesel para B16, sinalizou a direção política. A indústria de biocombustíveis, por sua vez, tem intensificado a pressão para que o país acelere a redução da dependência de combustíveis fósseis importados.
A Lei do Combustível do Futuro estabelece um roteiro para a gradual ampliação das misturas, condicionada à viabilidade técnica. A aprovação do E32, portanto, representa um passo concreto na direção de uma matriz energética mais limpa e resiliente, alinhada com os objetivos de sustentabilidade e segurança energética do país.





















