A pauta da diretoria da Agricultura neste sexta-feira promete movimentar o mercado de energia, discutindo desde o acesso ao gás da União até polêmicas envolvendo o GLP.
A reunião da diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), marcada para esta sexta-feira (29/5), é vista como um divisor de águas para o setor energético brasileiro. O encontro deve tratar de entraves regulatórios críticos que emperram a competitividade do gás natural e a dinâmica de preços no mercado interno.
O ponto focal é a regulação do acesso do gás da União aos gasodutos e às unidades de processamento (UPGNs). Esta medida é considerada a peça-chave para destravar o leilão do recurso, um projeto perseguido pela PPSA há anos. A expectativa é que, ao garantir o escoamento, o gás chegue ao consumidor final com preços mais competitivos.
Disputas tarifárias e o futuro do GLP
Outro tema de alta voltagem na pauta envolve a revisão da base de remuneração das transportadoras, como a NTS e a TAG. A diretoria deve decidir sobre a abertura de uma consulta pública acerca do Método do Capital Recuperado (RCM), uma mudança que gera divergências entre investidores e a indústria, que pressiona por celeridade no processo para reduzir custos.
Já o mercado de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) vive um cenário de impasse. A discussão sobre a flexibilização do setor, que inclui o fim da exclusividade de envase, enfrenta forte resistência.
As distribuidoras de GLP alertam que a quebra da exclusividade pode desorganizar a cadeia de suprimentos e abrir margem para práticas de concorrência desleal, complicando ainda mais o avanço da proposta no colegiado da ANP.
Expansão e cenário macro
Enquanto a regulação trava debates intensos em Brasília, o setor de infraestrutura apresenta avanços práticos no Nordeste. O projeto SEAP, que promete injetar 18 milhões de metros cúbicos diários de gás natural no sistema, ganha tração com a previsão de licitação pela Petrobras ainda em 2024.
O contexto para o setor é de intensa movimentação política e econômica. Além das pautas da ANP, o mercado observa de perto a importação de gás vindo da Argentina e da Bolívia pela Vitol do Brasil, além de desdobramentos operacionais na UTE Suape II, que acaba de implementar um motor dedicado à geração térmica a etanol. A agenda reflete um momento de transição, onde a busca por eficiência e novas fontes de energia limpa dita o ritmo dos próximos meses.























