A Aneel fixou o novo Custo Variável Unitário da UTE Uruguaiana em R$ 925,81/MWh, refletindo a transição da usina para o ciclo combinado e o impacto do transporte de gás natural.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabeleceu um novo patamar para o custo de operação da UTE Uruguaiana, termelétrica de 640 MW operada pela Âmbar Energia no Rio Grande do Sul. A decisão ajusta o valor do CVU para R$ 925,81 por megawatt-hora, uma medida necessária após mudanças estratégicas na configuração técnica da unidade.
A revisão do custo foi motivada pela desativação dos diverter dampers — dispositivos que permitiam a operação em ciclo aberto — realizada em agosto. Com a retomada do regime de ciclo combinado, a planta precisou realinhar seus parâmetros de operação às exigências técnicas previstas no leilão de reserva de capacidade para 2028.
A influência do transporte de gás na tarifa
O novo valor homologado pela reguladora considera, principalmente, os custos logísticos associados ao suprimento do combustível fóssil. O contrato vigente com a Transportadora Sulbrasileira de Gás (TSB) impacta diretamente o cálculo, com tarifas de R$ 1,9404 por MMBTU para uma demanda diária contratada de 750 mil metros cúbicos de gás.
A atualização reflete a necessidade de alinhar os custos operacionais à nova realidade técnica da planta e às condições contratuais de transporte de combustível vigentes até março de 2027, indicou a análise técnica aprovada pela Aneel.
Dinâmica de mercado e próximos passos
Enquanto a parcela de transporte recebeu um ajuste para refletir a realidade contratual, outros itens, como a margem de distribuição e os gastos com manutenção variável, foram mantidos sem alterações. A partir de agora, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) será responsável pelo reajuste mensal do preço do combustível.
Além da decisão sobre a planta gaúcha, o setor elétrico acompanhou a autorização concedida à Inpasa para a operação da UTE Inpasa Rio Verde, em Goiás. Com 52,36 MW de potência, o projeto será voltado ao regime de autoprodução de energia, expandindo a infraestrutura térmica no Centro-Oeste brasileiro.























