A Aneel reajustou o Custo Variável Unitário de quatro térmicas flutuantes da Karpowership, ajustando os parâmetros para o despacho no SIN e garantindo maior precisão na contabilização energética.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabeleceu novos parâmetros para os custos de geração de quatro usinas termelétricas flutuantes operadas pela empresa Karpowership. A medida, que entrou em vigor nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, é um passo técnico fundamental para a organização da matriz elétrica nacional.
O ajuste redefine como essas unidades serão tratadas no despacho do Sistema Interligado Nacional (SIN). A decisão busca alinhar os custos operacionais à realidade atual do mercado de gás natural, garantindo que o planejamento realizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reflita valores atualizados.
Impacto na Operação e no Mercado
A atualização dos valores impacta diretamente a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) nos processos de liquidação do Mercado de Curto Prazo (MCP). Com base nos custos observados em maio de 2026, a agência reguladora buscou maior transparência econômica.
A vigência desta decisão estende-se por 12 meses ou até que os novos contratos decorrentes do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026 comecem a operar. Além disso, a parcela do combustível passará por reajustes mensais automáticos, acompanhando as variações globais do insumo.
“A revisão técnica dos custos reflete a volatilidade do mercado de energia e assegura que a meritocracia no despacho do ONS seja mantida conforme os parâmetros econômicos mais recentes”, apontam especialistas do setor elétrico.
Valores Homologados para as Unidades
As usinas flutuantes, movidas a gás natural, possuem custos diferenciados conforme a capacidade instalada e eficiência:
– UTE Porsud I (110,1 MW): R$ 1.130,29/MWh
– UTE Porsud II (72 MW): R$ 1.128,01/MWh
– UTE Karkey 013 (244,8 MW): R$ 1.121,10/MWh
– UTE Karkey 019 (110,1 MW): R$ 1.114,01/MWh
A atualização não significa uma determinação de acionamento imediato destas térmicas, mas garante que, caso o ONS precise de potência extra para a segurança do fornecimento, os cálculos de custo-benefício estejam devidamente calibrados. O setor agora volta os olhos para a transição dos contratos que surgirão do LRCap 2026, visando uma estabilidade mais robusta para o parque gerador brasileiro.





















