Consumidores em Goiás enfrentarão um reajuste médio de 7,25% nas contas de luz, conforme decisão da Aneel. A alta afeta milhões de unidades a partir desta quinta-feira.
O setor elétrico brasileiro volta a registrar impacto direto para o consumidor final.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) validou o reajuste anual aplicável aos clientes da Equipamentos Goiás, estipulando uma alta média de 7,25% nas faturas de eletricidade.
A medida entra em vigor nesta quinta-feira e alcança cerca de 3,67 milhões de unidades consumidoras no estado.
Para o segmento residencial, o acréscimo será um pouco superior, chegando a 7,36%, o que exigirá maior planejamento financeiro das famílias diante dos custos crescentes com a energia limpa e convencional.
Impacto por classes de consumo
A alta tarifária foi distribuída entre diferentes categorias de atendimento.
Os clientes conectados à baixa tensão, que englobam residências e pequenos comércios, experimentarão uma elevação média de 7,26%.
Por outro lado, o grupo atendido em alta tensão, composto por indústrias e grandes comércios, terá um reajuste ligeiramente menor, fixado em 7,22%.
A relatora do processo na agência reguladora, diretora Ludimila Lima, destacou que a composição dos valores envolve tanto despesas operacionais quanto elementos financeiros passados.
A atualização dos custos operacionais e a inclusão de componentes financeiros de períodos anteriores pesaram na definição final das novas tarifas cobradas no estado.
Fatores de pressão e mitigação
O principal elemento de pressão sobre o índice aprovado foi a Conta de Compensação de Valores dos Itens da Parcela A (CVA).
Esse mecanismo gerou um impacto de 7,9%, refletindo a diferença entre os custos previstos e os efetivamente desembolsados com compra e transmissão de energia.
Em contrapartida, a devolução de créditos tributários de PIS/Cofins funcionou como um amortecedor importante.
O abatimento de valores evitou que a alta fosse ainda mais expressiva para os contribuintes goianos.
O cenário reforça a volatilidade nos preços da eletricidade no país, pressionados por encargos setoriais como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
Especialistas do setor de sustentabilidade e energia renovável alertam que a busca por eficiência e geração própria tende a ganhar ainda mais espaço entre os consumidores impactados por sucessivas altas.















