Alunos participam da apresentação do Monitor Energia no DF

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Arquivo | Pixabay
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O Instituto Internacional Arayara apresentou o Monitor de Energia a estudantes da Escola Classe Guariroba em Brasília, promovendo o debate sobre clima e energia.

Alunos entre 10 e 14 anos da Escola Classe Guariroba, no Distrito Federal, foram protagonistas na apresentação do Monitor Energia, realizada nesta segunda-feira (27), no SESI Lab. Em meio a especialistas, gestores públicos e representantes da sociedade civil, foram as vozes das crianças que deram o tom do encontro, conectando o debate técnico sobre o setor elétrico à realidade vivida por comunidades diretamente impactadas por decisões energéticas.

A plataforma, desenvolvida pelo Instituto Internacional Arayara, reúne dados inéditos sobre geração, transmissão, emissões e impactos socioambientais do setor elétrico. A ferramenta consolida cerca de 20 bases oficiais e permite visualizar, em mapa interativo, empreendimentos, áreas sensíveis e conflitos territoriais.

Durante o evento, os estudantes receberam cartilhas que explicam, de forma acessível, como funciona a geração de energia, a composição da conta de luz e os impactos ambientais associados a cada fonte. A iniciativa dialoga com a própria trajetória da Escola Classe Guariroba, que se tornou símbolo de mobilização em defesa do território: em 2024, a unidade chegou a correr risco de demolição para dar lugar à Usina Termelétrica de Brasília, um caso inédito no país, que previa a remoção de uma escola para viabilizar o empreendimento.

A proposta é que o material apresentado seja incorporado ao currículo escolar, em articulação com o Ministério da Educação (MEC). Ao longo da atividade, os alunos demonstraram domínio sobre os temas e capacidade de relacionar o conteúdo aprendido com a realidade que vivenciaram.

Energia solar, energia do vento, energia da água e a energia da usina termelétrica. A usina termelétrica não é boa! Polui animais, polui rios e até pode matar os humanos!”

disse Heloisa Costa, uma das estudantes durante a atividade, sintetizando um dos principais pontos de crítica levantados ao longo do evento.

Mobilização Comunitária e o Caso da Usina Termelétrica

A diretora da escola, Nathália Pacheco, foi uma das primeiras a identificar o processo, que tramitava de forma pouco transparente. A partir disso, articulou uma mobilização envolvendo alunos, famílias, professores e o Instituto Internacional Arayara. A iniciativa incluiu participação em audiências públicas, produção de conteúdos pedagógicos e atuação junto a autoridades.

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O projeto da usina teve sua licença ambiental prévia indeferida pelo IBAMA após ação civil pública da Arayara e muita mobilização socioambiental da comunidade local contra o empreendimento. Durante o evento, esse histórico foi retomado como exemplo do papel da informação e da participação social nas decisões energéticas.

Monitor Energia: Transparência e Desafios do Setor Elétrico

Segundo os organizadores, o Monitor Energia foi criado para democratizar o acesso a dados e tornar mais transparente o planejamento do setor. A ferramenta permite identificar, por exemplo, impactos em comunidades tradicionais, riscos ambientais e a localização de novos projetos. Para Nicole Oliveira, diretora executiva da Arayara, o objetivo é fortalecer a capacidade de acompanhamento e mobilização da sociedade.

“O Monitor Energia é fruto de um esforço para democratizar dados e permitir que decisões que afetam diretamente a população sejam mais compreendidas e acompanhadas”, afirmou Nicole, em mensagem exibida no encontro.

O evento também foi marcado pela apresentação do painel Brasil 2050: É possível construir uma matriz elétrica para além dos fósseis e subsídios? Neste espaço de debates foram realizadas críticas ao modelo atual do setor elétrico, especialmente às decisões recentes relacionadas ao leilão de reserva de capacidade, como destacou o Presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia. Especialistas também apontaram que a contratação de usinas termelétricas pode elevar custos e comprometer metas climáticas. Dados apresentados indicam que mais de 90 empreendimentos térmicos foram incluídos no sistema, com impacto estimado em cerca de R$40 bilhões por ano, valor que recai sobre os consumidores.

“O país tem condições de avançar com fontes renováveis mais baratas e menos poluentes. Não faz sentido ampliar o uso de fontes fósseis em um momento de emergência climática”, afirmou Adalberto Maluf, secretário nacional de Meio Ambiente.

Apesar disso, houve consenso de que o Brasil parte de uma posição favorável, com cerca de 80% a 90% da matriz elétrica composta por fontes renováveis. O desafio, segundo os participantes, é equilibrar segurança energética, sustentabilidade e custo.

Justiça Energética e Desigualdade

Outro ponto central do debate foi a chamada justiça energética. Mesmo com uma matriz majoritariamente renovável, mais de 1 milhão de brasileiros ainda vivem sem acesso adequado à eletricidade.

“O Brasil é frequentemente descrito como o país da energia barata com conta de luz cara. Isso revela distorções que precisam ser enfrentadas”, afirmou Marcelo Freire, auditor-chefe do Tribunal de Contas da União (TCU).

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