O custo dos alimentos de primeira necessidade apresentou uma elevação generalizada em todo o território nacional durante o último mês.
Segundo dados da pesquisa realizada pela Neogrid e FGV IBRE, todas as oito capitais avaliadas registraram aumento nos preços, o que gera uma pressão significativa no orçamento das famílias brasileiras.
O custo dos alimentos de primeira necessidade apresentou uma elevação generalizada em todo o território nacional durante o último mês. Segundo dados da pesquisa realizada pela Neogrid e FGV IBRE, todas as oito capitais avaliadas registraram aumento nos preços, o que gera uma pressão significativa no orçamento das famílias brasileiras.
Mudanças no Ranking Nacional
O grande destaque do período foi a cidade de São Paulo, que registrou uma alta de 2,67%. Com esse incremento, a capital paulista atingiu um valor médio de R$ 1.000,94, assumindo o posto de cesta básica mais cara do país. Anteriormente, o Rio de Janeiro ocupava o topo do ranking; embora a cidade tenha apresentado uma variação mais contida de 0,91% (fechando em R$ 990,32), o custo permanece elevado devido a entraves logísticos persistentes na região.
Variações por Região
Ao analisar o ritmo de crescimento dos preços, Brasília liderou o cenário nacional com um aumento de 3,30%, alcançando o valor de R$ 876,04. Logo atrás, Fortaleza registrou uma alta de 3,18% (R$ 929,69), impactada principalmente pelo encarecimento de itens como carne bovina e legumes.
Outras capitais também seguiram a trajetória de alta:
- Salvador: alta de 2,15%, com valor final de R$ 886,29.
- Manaus: incremento de 1,27%, totalizando R$ 852,30.
- Belo Horizonte: alta de 1,97%, mantendo-se como a cesta mais barata entre as analisadas (R$ 769,83).
- Curitiba: aumento de 1,13%, atingindo R$ 777,53, apesar de ter registrado um salto expressivo de 43,71% no segmento de hortifrúti.
Essas variações regionais, que podem chegar a 30% de diferença entre os extremos, são explicadas por fatores como problemas na distribuição e impactos climáticos severos que afetaram a produção agrícola.
Visão Geral
Em resumo, o levantamento mostra que o consumidor brasileiro enfrentou um mês de alta nos custos alimentares em todas as capitais pesquisadas. O comportamento dos preços, fortemente influenciado pela sazonalidade de produtos como legumes e pelas dificuldades logísticas, consolida um cenário de dificuldade econômica para as famílias. A tabela abaixo resume o panorama de maio de 2026:
| Capital | Preço Abril (R$) | Preço Maio (R$) | Variação |
|---|---|---|---|
| São Paulo | 974,92 | 1.000,94 | +2,67% |
| Rio de Janeiro | 981,37 | 990,32 | +0,91% |
| Fortaleza | 901,02 | 929,69 | +3,18% |
| Salvador | 867,65 | 886,29 | +2,15% |
| Brasília | 848,08 | 876,04 | +3,30% |
| Manaus | 841,62 | 852,30 | +1,27% |
| Curitiba | 768,81 | 777,53 | +1,13% |
| Belo Horizonte | 754,93 | 769,83 | +1,97% |
Créditos: Misto Brasil






















