Anac aprova transferência de controle da Motiva para o Grupo Asur, marcando a maior operação de mercado no setor aeroportuário brasileiro
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) oficializou, nesta sexta-feira (12), a autorização para que o controle societário da plataforma aeroportuária da Motiva (antiga CCR) seja transferido para o Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur), do México. A decisão, aprovada por unanimidade pela diretoria colegiada da agência, valida uma operação de mercado estimada em R$ 11,5 bilhões.
Aprovação e requisitos técnicos
O diretor-relator do processo, Roberto Honorato, esclareceu que a equipe técnica da Anac realizou uma análise detalhada antes do aval. Foi concluído que o grupo comprador cumpriu rigorosamente todos os critérios jurídicos, técnicos e fiscais necessários para assumir a gestão de infraestruturas aeroportuárias no Brasil. Além disso, a agência garantiu que a mudança de comando não afetará a qualidade, a continuidade nem a regularidade dos serviços prestados aos passageiros.
Impacto da transação e próximos passos
A negociação envolve a administração de 20 aeroportos essenciais para a malha aérea nacional, incluindo o Aeroporto Afonso Pena (PR), o Aeroporto de Belo Horizonte (MG), o Aeroporto de Goiânia (GO), o Aeroporto de São Luís (MA) e o Aeroporto da Pampulha (MG). Com essa venda, a Motiva reorganiza seu portfólio para focar integralmente em outros setores de mobilidade, como rodovias, trens e metrôs. Embora o sinal verde da Anac seja um passo decisivo, a finalização plena do negócio ainda depende do cumprimento de etapas contratuais e societárias entre as empresas envolvidas.
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Visão Geral
A operação reflete uma movimentação estratégica de grande porte no setor de infraestrutura brasileiro. A entrada do grupo mexicano Asur marca uma transição na gestão de 20 aeroportos estratégicos, enquanto a Motiva redireciona sua atuação. Com a chancela da Anac, confirmada após análise criteriosa, o processo de transferência de controle avança para a fase final de conclusão entre as partes privadas, garantindo que o fluxo operacional dos aeroportos permaneça estável durante todo o período de transição.
Créditos: Misto Brasil





















