Um ano após inaugurar sua fábrica em Camaçari, a BYD registrou 24.114 emplacamentos em outubro, alcançando 9,7% de participação no mercado automotivo brasileiro e acelerando a expansão da mobilidade elétrica no país.
Em outubro de 2025, a inauguração do complexo industrial da BYD em Camaçari, na Bahia, marcou um ponto de virada decisivo para o setor de energia limpa e para a indústria automotiva nacional.
Na época, a greentech ocupava a sétima posição no ranking geral, com cerca de 10 mil unidades vendidas no mês.
Apenas doze meses depois, o cenário se transformou radicalmente.
A empresa encerrou outubro de 2026 com o impressionante número de 24.114 veículos eletrificados emplacados.
Esse resultado representa um crescimento expressivo de 137,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, mais que dobrando o volume de vendas da marca no país.
A expansão refletiu diretamente no alcance dos veículos elétricos e modelos híbridos plug-in entre os consumidores brasileiros.
A participação da BYD no mercado nacional saltou de 4,2% para 9,7%, acumulando mais de 193 mil unidades comercializadas entre janeiro e outubro de 2026 — uma alta superior a 120% em comparação ao mesmo período de 2025.
Estratégia comercial e avanço nas vendas diretas
Para sustentar esse ritmo de crescimento, a empresa diversificou sua atuação comercial, alcançando tanto o consumidor final quanto o mercado corporativo.
No varejo, a BYD obteve 14.487 emplacamentos em outubro, conquistando a segunda posição nacional com 12,7% de participação nesse canal.
O grande destaque, no entanto, veio das vendas diretas, que registraram 9.627 unidades comercializadas — um avanço impressionante de aproximadamente 600% em comparação com o mesmo mês de 2025.
Esse desempenho colocou a marca na quinta colocação do segmento.
Celebrando o marco produtivo e comercial, Alexandre Baldy, Vice-Presidente Sênior da BYD do Brasil e Head de Marketing e Comercial da BYD Auto, ressaltou o compromisso da empresa com o país:
Muita gente duvidou da força da BYD e da nossa capacidade de disputar espaço com as fabricantes mais tradicionais do Brasil. Hoje, os resultados mostram que estávamos certos ao acreditar no potencial desse mercado e investir no país. É especialmente simbólico alcançar esses números justamente em outubro, quando completamos um ano de operação da nossa fábrica em Camaçari. Estamos crescendo, produzindo no Brasil, gerando empregos e movimentando a economia de uma região que tem uma história muito importante para a indústria automotiva nacional. Temos orgulho do que conquistamos até aqui, mas nossa ambição é muito maior. Queremos liderar o mercado automotivo brasileiro até 2030 e os resultados mostram que temos todas as condições para chegar lá.
Modelos sustentáveis lideram a preferência do consumidor
O portfólio de modelos da BYD continua dominando categorias estratégicas.
O compacto elétrico BYD Dolphin Mini manteve sua liderança como o carro mais vendido do Brasil no varejo em outubro, somando 5.841 emplacamentos.
O modelo ocupa o topo das vendas da categoria há meses, intercalando a liderança em alguns momentos com outro ícone de mobilidade sustentável, o BYD Dolphin.
No segmento de sedãs, o BYD King reforçou o avanço da tecnologia de propulsão limpa.
Pelo segundo mês consecutivo, o modelo híbrido plug-in liderou as vendas de sua categoria no varejo, alcançando 1.343 unidades emplacadas e 32,2% de participação de mercado em outubro.
Essa aceitação consolidada demonstra a rápida mudança no perfil do consumidor brasileiro, que passa a priorizar a eficiência energética, a redução de emissões e a tecnologia de ponta na hora de adquirir um veículo novo.
Impacto socioeconômico e produção local em Camaçari
Além do impacto comercial nas ruas, a atuação da greentech promove uma profunda reestruturação industrial no polo de Camaçari.
A região, que enfrentou um severo período de retração com a saída de antigas montadoras, vive agora um novo ciclo voltado para a energia limpa e a tecnologia verde.
Um ano após o início das operações, o complexo industrial baiano já ultrapassou a marca de 150 mil veículos eletrificados produzidos e é responsável por gerar mais de 9,5 mil empregos diretos.
A reativação do polo atrai investimentos, movimenta a cadeia local de fornecedores e fortalece a economia da Bahia.
Sobre a relevância social da unidade, Alexandre Baldy reforça o impacto positivo da presença da fábrica na vida da comunidade:
Quem conhece Camaçari sabe o que o fechamento da antiga montadora representou para a região. Milhares de pessoas perderam seus empregos, famílias foram afetadas e uma cidade que cresceu em torno da indústria automotiva viu essa atividade praticamente desaparecer. Quando decidimos investir na Bahia, sabíamos da importância que essa fábrica teria para a população. Hoje, temos milhares de brasileiros trabalhando, a produção crescendo e novas oportunidades surgindo. Ver tudo isso acontecer em tão pouco tempo é motivo de muito orgulho. Os números de vendas mostram o quanto a BYD cresceu, mas é em Camaçari que conseguimos enxergar o impacto desse investimento na vida das pessoas. Queremos continuar crescendo e deixar um legado para a região e para a indústria brasileira.
O futuro da mobilidade elétrica no Brasil
A trajetória recente da BYD reflete a consolidação da transição energética no transporte nacional.
Ao unir produção local em grande escala, geração de empregos qualificados e uma gama diversificada de veículos elétricos e híbridos, a empresa posiciona o Brasil no mapa global da mobilidade sustentável.
Com a meta ousada de liderar o mercado automotivo brasileiro até 2030, os resultados obtidos neste primeiro ano de produção em Camaçari evidenciam que a aceleração rumo a um futuro com menor pegada de carbono já é uma realidade presente no país.









