Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, revelou à PF que a ordem para negociar a venda da instituição com o Banco Master partiu de Ibaneis Rocha.
As investigações em torno das operações financeiras envolvendo o Banco de Brasília ganharam um capítulo contundente nos bastidores políticos da capital federal.
Em depoimento prestado às autoridades policiais, a antiga gestão da instituição estatal apontou o comando político do Distrito Federal como o verdadeiro artífice por trás das tratativas societárias que miravam a venda do banco regional para o Banco Master.
A revelação joga luz sobre reuniões sigilosas que começaram a vir à tona com o avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal.
O direcionamento estratégico, segundo o relato oficial, teria sido ditado diretamente pelo então governador durante uma reunião fechada, surpreendendo a cúpula administrativa da instituição financeira pública.
Bastidores do encontro e o avanço das investigações
De acordo com as informações detalhadas no inquérito, a demanda para viabilizar a transação comercial surgiu em setembro do ano passado.
O encontro decisivo teria ocorrido na residência particular de Daniel Vorcaro, figura central ligada ao Banco Master, onde as diretrizes para a operação societária foram estabelecidas aos gestores públicos.
A diretoria do BRB, inicialmente, demonstrava forte resistência em avançar com qualquer tratativa de venda.
Contudo, a pressão institucional relatada mudou o curso das conversas, inserindo o banco regional no centro de um escopo investigativo que agora busca dimensionar eventuais prejuízos e desvios de finalidade na gestão dos ativos públicos.
A defesa do ex-governador afirmou:
A defesa do ex-governador nega veementemente qualquer ingerência nas decisões estratégicas da instituição financeira, sustentando que a diretoria sempre manteve plena autonomia administrativa.
Próximos passos e o cenário no STF
Com a repercussão das declarações e o indiciamento de Daniel Vorcaro pelas fraudes apuradas, o caso agora tramita sob a jurisdição do Supremo Tribunal Federal.
A mais alta corte do país será a responsável por analisar a robustez das provas coletadas pela PF e definir as responsabilidades legais sobre o controle e as operações financeiras que colocaram o banco distrital no centro de uma crise institucional sem precedentes.
O impacto político no Distrito Federal permanece intenso, com desdobramentos que prometem afetar tanto a credibilidade das empresas envolvidas quanto o futuro político dos citados.
Acompanhe nas próximas atualizações a evolução das diligências no STF e as novas manifestações das defesas.











