Pesquisa da Webmotors Autoinsights revela que a autonomia da bateria é o fator decisivo para brasileiros investirem mais em veículos eletrificados, superando tecnologia e conforto na lista de prioridades.
A transição para a mobilidade sustentável no Brasil tem ganhado fôlego, mas as motivações do consumidor local revelam uma preferência pragmática. De acordo com um levantamento recente da Webmotors Autoinsights, o alcance que um carro elétrico ou híbrido consegue percorrer com uma única carga é a principal justificativa para o aumento do orçamento na hora da compra.
Para 62% dos brasileiros que ainda não possuem um veículo dessa categoria, o desempenho da bateria justifica um investimento maior. Este dado coloca a autonomia muito à frente de outros atrativos, como assistentes de direção e sensores de ponta, mencionados por 39% dos entrevistados, ou ainda benefícios relacionados ao custo de manutenção e conforto interno.
O peso do valor na decisão de compra
O estudo também mapeou a capacidade de pagamento do público. A grande maioria dos interessados projeta gastos de até R$ 100 mil para ingressar no mercado de veículos limpos, fatia que representa 47% das intenções. Outros 35% preveem um desembolso entre R$ 100 mil e R$ 150 mil.
Entre aqueles que já integram o grupo de proprietários, a disposição para investir é maior, com 68% aceitando pagar até R$ 200 mil. A experiência prática mostra-se fundamental para converter o interesse em venda real, com um papel de destaque para o contato físico com o produto.
“O teste de rodagem e a visualização detalhada do veículo tornam-se os gatilhos emocionais mais eficazes para o fechamento do negócio, funcionando como os principais motores de conversão para quem busca um transporte mais eficiente e sustentável.”
A força da experiência prática
Para quem já dirige um modelo eletrificado, o processo de escolha foi moldado, em grande parte, pelo contato direto. O test drive consolidou-se como a porta de entrada para a compra para 35% dos donos, enquanto um quarto dos entrevistados afirmou ter sido conquistado pela estética e presença física do automóvel.
O cenário aponta para um mercado cada vez mais consciente, onde o consumidor brasileiro prioriza a segurança energética e a utilidade diária sobre os supérfluos tecnológicos. O sucesso dos veículos ecológicos no país depende, portanto, menos de inovações disruptivas e mais de soluções que garantam liberdade de movimento com autonomia confiável.
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