Lei 1876/26 garante inclusão automática de aposentados de baixa renda na Tarifa Social de Energia

Para ter direito ao benefício, aposentados e pensionistas do RGPS devem receber até um salário mínimo - Foto: [JP] Corrêa Carvalho
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Proposta simplifica acesso à Tarifa Social de Energia, garantindo economia na conta de luz para aposentados e pensionistas de baixa renda.

O setor de energia limpa e sustentável está sempre buscando formas de promover a inclusão e o bem-estar social. Uma iniciativa legislativa promissora, o Projeto de Lei 1876/26, surge com o objetivo de facilitar o acesso de idosos e pensionistas de baixa renda à Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE).

A medida, que tramita na Câmara dos Deputados, visa desburocratizar o processo, assegurando o enquadramento automático para quem mais precisa.

O ponto mais relevante desta proposta é a eliminação da necessidade de inscrição prévia no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) para os beneficiários.

Essa mudança pode representar um avanço significativo na política pública de energia, garantindo que um número maior de pessoas em situação de vulnerabilidade econômica possa usufruir de descontos substanciais em suas contas de energia elétrica.

Critérios e Elegibilidade Simplificados

O cerne do Projeto de Lei 1876/26 reside em garantir que aposentados e pensionistas filiados ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), cujo rendimento mensal não exceda um salário mínimo, sejam automaticamente incluídos na Tarifa Social de Energia Elétrica.

Para usufruir do benefício, o indivíduo deve ser o titular da conta de luz ou fazer parte do grupo familiar responsável pela fatura, respeitando os parâmetros de consumo estabelecidos pela regulação do setor elétrico. Esta flexibilidade no critério de titularidade busca abranger diversas configurações familiares.

A iniciativa, que altera a Lei 12.212/10 – norma que rege a tarifa social –, promete uma gestão de energia mais equitativa.

Ao dispensar a obrigatoriedade do CadÚnico para este grupo específico, o projeto não apenas reduz a carga burocrática, mas também assegura que os benefícios sociais atinjam diretamente aqueles que se enquadram nos requisitos de baixa renda e vulnerabilidade.

Integração de Sistemas e Justificativa Social

Para que o enquadramento automático na TSEE se concretize, a proposta prevê a essencial integração dos sistemas de informação entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e as concessionárias distribuidoras de energia elétrica.

Essa troca de dados será fundamental para a identificação dos elegíveis, sempre com o devido respeito à proteção de dados pessoais, garantindo transparência e segurança no processo.

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O autor do projeto, o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), enfatiza a relevância social da medida. Em sua justificativa, ele ressalta que a vulnerabilidade econômica enfrentada por aposentados e pensionistas do RGPS, que vivem com até um salário mínimo, é um fato conhecido pelo poder público.

Pompeo de Mattos afirmou:

“Se o Estado conhece o universo de aposentados e pensionistas cujo rendimento mensal não supera um salário mínimo, não há fundamento razoável para impor a eles etapa burocrática adicional como condição para acessar uma política pública de alívio tarifário.”

Ele sublinha a importância da simplificação no acesso a esses direitos previdenciários.

Caminho para a Sanção: Próximos Passos Legislativos

A tramitação do Projeto de Lei 1876/26 está definida para ocorrer em caráter conclusivo, o que significa que, se aprovado nas comissões designadas, ele não precisará passar pelo plenário da Câmara, a menos que haja recurso.

As comissões responsáveis por sua análise incluem as de Minas e Energia; Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Após a aprovação na Câmara, o texto seguirá para o Senado Federal, onde também deverá ser aprovado para, finalmente, ser encaminhado à sanção presidencial e se tornar lei.

Esta medida representa um passo crucial na construção de políticas energéticas mais justas e acessíveis, alinhada com os princípios de sustentabilidade social no setor de energia.

Ao garantir a inclusão automática, o Brasil avança na proteção de seus cidadãos mais vulneráveis, promovendo economia na conta de luz e aliviando o orçamento familiar de milhões de aposentados e pensionistas.

A expectativa é que, ao se tornar lei, o projeto contribua significativamente para a melhoria da qualidade de vida e para uma maior eficiência energética no consumo doméstico das famílias de baixa renda.

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