Com foco em resiliência climática, a Taesa investiu R$ 15 milhões nos últimos dois anos para proteger suas linhas de transmissão contra os efeitos severos do fenômeno El Niño.
A Taesa, gigante do setor de transmissão de energia no Brasil, intensificou seu planejamento estratégico para mitigar os impactos de eventos climáticos extremos. Com a previsão de intensificação do El Niño, a companhia está focada em blindar sua infraestrutura elétrica contra ameaças distintas que variam conforme a região do país, garantindo assim a continuidade do fornecimento e a segurança energética nacional.
Para viabilizar essas operações, a empresa direcionou R$ 15 milhões nos últimos dois anos, valor voltado a ações preventivas, manutenções especializadas e melhorias na estrutura de resposta rápida. O objetivo é assegurar que a vasta rede de 16.600 km, que atravessa 19 estados, suporte fenômenos meteorológicos que tendem a se tornar mais frequentes e agressivos.
Prevenção regionalizada
Os desafios impostos pelo clima exigem que a Taesa atue de forma customizada em cada território. Segundo Luiz Alves, diretor técnico da companhia, a estratégia considera as particularidades de cada zona de operação:
“No Sul, até novembro, a gente tem uma previsão de muitos eventos de vento forte, tempestades e até tornados que podem afetar as nossas linhas de transmissão. No Norte e Nordeste, o principal impacto que a gente está vendo é relacionado a incêndios, a áreas queimadas e às queimadas próximas das nossas linhas.”
Essa abordagem setorial permite que a empresa mobilize equipes técnicas e equipamentos de forma estratégica, otimizando o tempo de resposta em caso de falhas ou avarias causadas por ventos ou focos de incêndio nas proximidades das torres.
Resposta a eventos extremos
A preparação da companhia não se limita à manutenção física dos ativos. A Taesa aposta na estruturação de um robusto plano de contingência. Conforme explicou Luiz Alves:
“Com o El Niño, a gente tem que estar preparado para o pior. E estar preparado para o pior significa ter um plano de contingência adequado, ter equipes, equipamentos e toda uma estrutura que permita uma resposta rápida caso aconteça algum evento extremo.”
Este preparo é vital para o Sistema Interligado Nacional (SIN). O setor elétrico brasileiro, como um todo, tem buscado alternativas, incluindo a gestão estratégica do reservatório da Usina de Itaipu, para assegurar que a geração de energia permaneça estável diante das incertezas climáticas. A atuação da Taesa reforça o compromisso do setor privado em colaborar com a estabilidade do sistema frente às mudanças climáticas que desafiam a resiliência da rede nacional.















