O Ibama concedeu aval para a Petrobras expandir suas atividades de exploração na bacia da Foz do Amazonas, permitindo a perfuração de três novos poços no bloco FZA-M-59.
A operação no litoral do Amapá ganha fôlego após a decisão da autarquia ambiental, assinada pelo presidente Jair Schimitt na última quinta-feira (3).
Com a medida, a estatal amplia sua capacidade de investigação geológica na região, passando a ter permissão para perfurar um total de quatro poços na área situada a 175 quilômetros da costa.
A decisão atende a um pleito antigo da companhia, que buscava regularizar o escopo de atuação no bloco. Segundo a Petrobras, a inclusão das sondagens adicionais — denominadas Manga, PAD Morpho e Crotalus — já estava prevista no processo de licenciamento original, iniciado ainda em 2014 pela petroleira BP.
Regras e condicionantes operacionais
Para garantir a operação, o Ibama estabeleceu diretrizes rigorosas. Entre elas, a proibição de uso simultâneo de diferentes plataformas de perfuração e a autorização para incorporar a sonda Amaralina Star (NS-43), mediante a comprovação de sistemas eficazes para o recolhimento de resíduos e inspeção prévia do órgão.
O cumprimento de salvaguardas ambientais também segue em alerta. Técnicos do Ibama manifestaram preocupação com o atraso no cronograma de proteção à fauna local, especificamente em relação ao manejo de sirênios, como o peixe-boi.
“A lentidão por parte da empresa em executar as tarefas já pactuadas leva à evolução e complexificação dos cenários”, advertiu a equipe técnica ao cobrar ações de urgência para mitigar impactos sobre espécies ameaçadas.
Contexto de exploração na Margem Equatorial
Este avanço ocorre em um momento estratégico para o setor de óleo e gás. O bloco FZA-M-59, que obteve sua licença inicial em 2025, já apresentou indícios de hidrocarbonetos durante os testes no poço Morpho, embora a viabilidade comercial do achado ainda precise ser confirmada.
O desafio logístico e ambiental na Foz do Amazonas é acompanhado de perto pelo mercado, especialmente porque a Petrobras possui outros sete processos de licenciamento em curso para blocos vizinhos, como o FZA-M-57 e FZA-M-127. O sucesso dessas novas perfurações será determinante para as projeções da estatal na chamada Margem Equatorial brasileira.
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