Baixa adesão em leilão da PPSA e adiamento de certame na B3 sinalizam cautela no mercado de óleo do pré-sal.
A Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), entidade responsável pela gestão dos contratos de partilha da produção de petróleo da União, realizou recentemente seu 8º leilão spot. O evento, contudo, registrou uma adesão abaixo do esperado, com a comercialização de apenas 30% do volume ofertado.
Dos 12,9 milhões de barris disponibilizados, 3,9 milhões foram arrematados pelas empresas TotalEnergies e Petrobras.
A TotalEnergies demonstrou maior apetite, adquirindo os lotes 1, 2 e 7, compostos por cargas do campo de Búzios. A companhia assegurou um total de 4 milhões de barris, com entregas previstas entre outubro e dezembro deste ano.
Já a Petrobras focou no lote 4, garantindo 900 mil barris do campo de Atapu, com carregamento agendado para novembro de 2026.
A baixa liquidez nos lotes 3, 5, 6 e 8, também provenientes de Búzios, que não receberam lances, levou a PPSA a planejar um novo leilão spot já para setembro, onde as cargas remanescentes serão novamente oferecidas ao mercado.
Contexto da Oferta e Regime de Partilha
Os leilões spot da PPSA geralmente incluem volumes menores de petróleo, como óleo de início de produção ou cargas adicionais que não foram originalmente planejadas.
Neste caso específico, o aumento expressivo no preço do barril de Brent no mercado internacional impulsionou a recuperação do “custo em óleo” – montante necessário para cobrir os custos operacionais – nos campos do pré-sal.
Essa dinâmica mais rápida gerou um “óleo-lucro” maior no Campo de Búzios, resultando em uma oferta ampliada de cargas para serem negociadas.
Adiamento de Leilão na B3
Paralelamente ao leilão spot, a PPSA adiou a realização de um leilão de longo prazo, originalmente previsto para ocorrer na B3.
Este certame, que contemplaria uma oferta superior a 100 mil barris, foi remarcado para o último trimestre do ano.
A decisão reflete uma possível reavaliação das condições de mercado e a busca por um momento mais propício para a negociação de volumes maiores.
A dinâmica recente, com forte influência do cenário geopolítico e da volatilidade dos preços, pode ter levado a PPSA a postergar a venda dessas importantes parcelas do petróleo da União.












