A edição 2026 da Intersolar iniciou nesta terça-feira em São Paulo, destacando o papel estratégico das baterias e novas políticas públicas para impulsionar a matriz energética brasileira até 2030.
A capital paulista tornou-se o epicentro da inovação em energia limpa nesta semana. O Expo Center Norte abriu suas portas para a The smarter E South America, evento que engloba a consagrada Intersolar, além de feiras focadas em mobilidade elétrica e armazenamento.
Com uma expectativa de público superior a 55 mil pessoas, o encontro consolida-se como o palco principal para empresas e especialistas discutirem os rumos da transição energética no Brasil.
Logo no primeiro dia de atividades, a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) pautou as discussões ao apresentar uma agenda ambiciosa voltada ao próximo ciclo do governo federal (2027-2030).
A proposta foca em três pilares fundamentais para fortalecer a infraestrutura renovável: as iniciativas Bateria Brasil, Energia que Emprega e Sol para Todos.
O Futuro da Energia Solar e Armazenamento
O planejamento estratégico detalhado pela entidade mira a modernização do setor. Um dos pontos centrais é a meta de viabilizar a contratação de 8 GW em sistemas de armazenamento de energia.
Essa medida visa conferir maior flexibilidade à rede elétrica, permitindo o aproveitamento eficiente de recursos que, atualmente, acabam desperdiçados devido a gargalos na transmissão ou na gestão da oferta.
Além do armazenamento, a agenda prevê um salto na capacidade instalada, com a projeção de 18 GW provenientes de grandes usinas solares.
Esse movimento busca não apenas ampliar a geração, mas também fomentar a atração de investimentos de alto impacto e a criação de uma nova cadeia produtiva. A ABSOLAR defende ainda um ajuste urgente na carga tributária sobre baterias, que atualmente atua como um entrave para a competitividade da tecnologia.
Bárbara Rubim, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, afirmou:
Precisamos avançar de um modelo em que parte da energia renovável disponível é desperdiçada para um sistema capaz de armazená-la e utilizá-la quando ela for mais necessária. As baterias são uma tecnologia estratégica para dar flexibilidade ao sistema, reduzir desperdícios e aumentar a segurança energética, além de abrir espaço para uma nova cadeia produtiva e para a atração de bilhões de reais em novos investimentos.
Universalização e Desenvolvimento Sustentável
A frente Sol para Todos reforça o caráter social da pauta, visando levar sistemas fotovoltaicos associados a baterias para 3 milhões de unidades consumidoras.
O objetivo é reduzir custos estruturais e substituir geradores a diesel em áreas isoladas, promovendo um acesso mais democrático e sustentável à eletricidade.
A Intersolar 2026 segue com sua programação intensa até a próxima quinta-feira (27), sendo o ponto de encontro decisivo para a definição dos próximos passos da infraestrutura energética nacional.
Com mais de 600 expositores, o evento reafirma que o Brasil caminha para um futuro onde a flexibilidade, através do armazenamento e da expansão solar, será o pilar de uma economia de baixo carbono.






















