Itaú BBA aponta mais previsibilidade ao setor elétrico com novas regras de comercialização

Itaú BBA aponta mais previsibilidade ao setor elétrico com novas regras de comercialização
Itaú BBA aponta mais previsibilidade ao setor elétrico com novas regras de comercialização - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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Novas diretrizes para PLD e contratação de energia sinalizam maior estabilidade e clareza ao setor elétrico, segundo análise do Itaú BBA.

O setor elétrico brasileiro está passando por um período de importantes redefinições, com a abertura de consultas públicas pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em colaboração com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Essas iniciativas visam aprimorar as regras de comercialização e a metodologia de formação de preços da energia, passos cruciais para a evolução do mercado.

Para o Itaú BBA, essas propostas representam uma “progressão natural” do estágio atual do setor, prometendo um cenário de maior previsibilidade. A análise do banco reforça a importância dessas mudanças para o desenvolvimento de um ambiente mais robusto e transparente no segmento de energia limpa e sustentável no Brasil.

Revisão do Marco Legal e Flexibilidade no Mercado

A Consulta Pública nº 228/2026, lançada pelo MME, busca trazer luz sobre as nuances da Lei nº 15.269/2025, que estabeleceu um novo marco legal para a energia elétrica. Os analistas do Itaú BBA, Fillipe Andrade, Lucas Guimarães e Lorena Fernandez, destacam que a consulta aborda lacunas e oferece maior visibilidade sobre as implicações da lei.

Entre as medidas propostas, estão a determinação de pisos e tetos para o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) e a introdução de maior flexibilidade na contratação de energia. A partir das novas diretrizes, consumidores do mercado livre de energia e distribuidoras não seriam mais obrigados a contratar 100% de sua carga, um avanço que pode otimizar a gestão de seus portfólios.

O relatório do Itaú BBA também enfatiza a necessidade de sistemas autônomos de armazenamento em bateria (BESS) com contratos bilaterais demonstrarem que a comercialização de volumes não excede o que é de fato injetado na rede. Além disso, as distribuidoras deverão priorizar o equilíbrio de suas posições de contratação com outras distribuidoras antes de recorrerem a leilões no ambiente regulado.

Avanço Tecnológico na Precificação e Operação

Simultaneamente, a Consulta Externa nº 005/2026, impulsionada pelo Comitê Técnico PMO/PLD, da CCEE e do ONS, está focada no desenvolvimento de um novo software para o planejamento da operação do sistema elétrico. Este novo modelo promete impactar diretamente a dinâmica do setor energético.

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Conforme a avaliação do Itaú BBA, esta iniciativa é fundamental para sanar queixas frequentes dos agentes do setor sobre a ausência de clareza nos modelos de formação de preços de energia. O novo software visa assegurar maior transparência e comparabilidade nos processos de precificação.

A nova solução de precificação deverá, em sua versão inicial, substituir as funcionalidades essenciais atualmente desempenhadas pelos modelos Newave e Decomp. Deverá também preservar a rastreabilidade metodológica e assegurar a continuidade dos processos de programação da operação e de formação de preços.

Os especialistas do Itaú BBA projetam que o novo modelo deverá incorporar e refletir variáveis como níveis de armazenamento, custos marginais de operação, valores da água e o fenômeno de curtailment (restrição de geração). A expectativa é que ele forneça sinais mais precisos de custos futuros, servindo como premissas para a execução do modelo Dessem.

As recentes consultas públicas e a análise do Itaú BBA apontam para um horizonte de maior previsibilidade e segurança no setor elétrico brasileiro.

Com a implementação dessas novas regras de PLD e de contratação, juntamente com a modernização das ferramentas de precificação, o país avança em direção a um mercado de energia mais transparente e eficiente, essencial para o crescimento sustentável e a atração de investimentos em energias renováveis.

Esse movimento regulatório é fundamental para consolidar um ambiente de negócios mais estável e propício ao desenvolvimento de uma matriz energética sustentável.

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