O Amapá se antecipa e prepara sua infraestrutura para a nova fronteira do petróleo e gás na Margem Equatorial.
O estado do Amapá está se posicionando estrategicamente para capitalizar a iminente expansão da indústria de petróleo e gás na Margem Equatorial. Com as atividades exploratórias da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas ganhando força, o governo local tem intensificado o planejamento de infraestrutura e o desenvolvimento do ambiente de negócios. O objetivo é estar preparado para atender às crescentes demandas por transporte, mão de obra qualificada, logística e serviços.
Wandenberg Pitaluga Filho, Secretário de Desenvolvimento Econômico do Amapá, ressalta que as ações de preparação tiveram início há mais de três anos, antes mesmo das descobertas petrolíferas na região. A estratégia abrange desde incentivos fiscais e ambientais até a capacitação profissional e o fortalecimento das relações institucionais com a Petrobras. Uma das medidas cruciais é a adesão do estado ao Repetro, um regime tributário favorável ao setor, que visa atrair empresas da cadeia produtiva e de serviços.
Novas Oportunidades e Infraestrutura em Foco
A busca por tornar o Amapá um polo competitivo para a indústria de petróleo e gás tem levado à implementação de programas de qualificação profissional, essenciais para suprir a demanda por mão de obra especializada. Paralelamente, a infraestrutura rodoviária é um ponto de atenção. A pavimentação da BR-156, via crucial que conecta o sul ao extremo norte do estado e à fronteira com a Guiana Francesa, é uma das prioridades. O governo federal, através do DNIT, já investe na manutenção e pavimentação de trechos da rodovia, como parte do Novo PAC, prevendo novas frentes de obra para 2026.
O Porto de Santana, o principal do estado, é visto como um ativo estratégico para a logística da cadeia de óleo e gás. O governo busca atrair empresas do setor para utilizar essa estrutura como base operacional. A expectativa é que a instalação dessas empresas e trabalhadores impulsione a demanda em diversos setores, como hotelaria, alimentação, transporte e comércio, fomentando o crescimento econômico local e a expansão de redes de negócios no estado.
A estratégia do Amapá não se limita à infraestrutura física. A atração de empresas para formar uma cadeia de fornecedores local é um pilar fundamental. O estado aposta em sua condição de área de livre comércio, especialmente em Macapá e Santana, para impulsionar novos investimentos. O secretário Pitaluga Filho destaca que o petróleo pode ser um catalisador para investimentos em diversos setores, impulsionando o varejo, que já demonstra sinais de crescimento, como apontam dados do IBGE e do Índice do Varejo Stone.






















