A estatal mineira reportou lucro de R$ 945 milhões no segundo trimestre de 2026, impactada por despesas financeiras, apesar do avanço na eficiência operacional e na receita de energia.
A Cemig (CMIG4) apresentou seu balanço referente ao segundo trimestre de 2026, revelando um cenário de dois pesos e duas medidas. Enquanto as operações de fornecimento de energia mantiveram trajetória de crescimento, o lucro líquido da companhia sofreu um recuo de 20,44%, fechando o período em R$ 945,44 milhões. O resultado fica abaixo da marca de R$ 1,18 bilhão registrada no mesmo intervalo do ano anterior.
O principal entrave para a rentabilidade da companhia foi o desempenho do resultado financeiro. Os custos financeiros líquidos pesaram significativamente nas contas da estatal, saltando de uma perda de R$ 312,58 milhões no segundo trimestre de 2025 para um saldo negativo de R$ 795,9 milhões nos meses entre abril e junho deste ano.
Desempenho Operacional Positivo
Apesar da pressão no lucro, o braço operacional da Cemig demonstrou solidez. A receita líquida da elétrica alcançou R$ 11,5 bilhões, um incremento de 3,43% frente ao ano passado, impulsionada por uma maior entrega de energia no mercado de concessão.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também acompanhou essa tendência de alta. O indicador atingiu R$ 2,239 bilhões — um crescimento de 8,75% — enquanto o EBITDA Ajustado subiu 9,32%, somando R$ 2,47 bilhões.
Eficiência e Gestão de Custos
Em nota explicativa, a diretoria da companhia destacou que o ganho de escala no fornecimento de energia, aliado a uma política rigorosa de controle de despesas operacionais, permitiu que o desempenho operacional superasse os desafios inflacionários.
O aumento no Ebitda está associado, principalmente, ao aumento na receita líquida, especialmente em decorrência do maior fornecimento bruto de energia elétrica, e do controle das despesas operacionais, sendo compensado parcialmente pelo aumento dos custos de operação.
Ao todo, os gastos operacionais somaram R$ 9,4 bilhões no trimestre, um ajuste de 2,67% na comparação anual. Esse valor está alinhado com a inflação acumulada e acompanha a expansão física da infraestrutura de serviços da concessionária.
O mercado agora observa como a Cemig pretende manejar sua estrutura de capital nos próximos trimestres, buscando equilibrar o crescimento robusto de sua base de consumidores com o alívio nas pressões financeiras que comprimiram o resultado final nos últimos três meses.























