Com investimento de R$ 120 milhões, a Usina Jacarezinho, do Grupo Maringá, dobra sua capacidade de cogeração de energia a partir da biomassa, consolidando um novo patamar para o setor sucroenergético no Paraná.
O Grupo Maringá celebrou, nesta semana, um marco importante para sua trajetória no setor elétrico com a inauguração oficial da segunda fase do projeto de bioenergia em sua unidade industrial no Norte Pioneiro do Paraná. A iniciativa, que demandou um aporte de R$ 120 milhões, elevou a capacidade total de cogeração da Usina Jacarezinho para 50 MW, reforçando o papel estratégico do uso do bagaço da cana-de-açúcar como fonte de energia limpa e renovável.
A ampliação não apenas otimiza o parque industrial da empresa, mas também fortalece o abastecimento do Sistema Interligado Nacional (SIN). Do total gerado pela nova planta, 35 MW serão destinados à exportação direta para a rede elétrica nacional, destacando a eficiência da companhia em converter resíduos agrícolas em ativos de alto valor agregado e sustentabilidade.
Sinergia entre o campo e a rede elétrica
A consolidação desta fase do projeto, denominada Maringá Energia II, acontece em um momento emblemático para a companhia: a celebração dos 80 anos da usina. O empreendimento reflete uma transição bem-sucedida do modelo tradicional de processamento de açúcar e etanol para uma operação multissetorial, que prioriza a autossuficiência e a injeção de energia excedente no mercado durante a safra.
Sobre a relevância estratégica desse movimento, o CFO do Grupo Maringá, Eduardo Lambiasi, destacou a importância do alinhamento entre inovação e sustentabilidade:
“A Maringá Energia II representa mais um passo na evolução da Usina Jacarezinho. É um investimento que combina eficiência industrial, aproveitamento de biomassa e sustentabilidade, reforçando nossa visão de longo prazo para o negócio e para a região.”
Legado e futuro da bioenergia no Paraná
A nova configuração da usina inclui melhorias significativas nas caldeiras e nos equipamentos de turbogeradores, permitindo que a unidade atue de forma mais robusta como uma fonte despachável próxima aos centros de consumo industrial. A cerimônia de entrega da planta contou com a presença do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, sinalizando o apoio governamental a projetos que expandem a infraestrutura energética regional.
Para o diretor de operações sucroenergético, Ricardo Zanata, a longevidade da unidade é fruto de uma postura resiliente diante das mudanças tecnológicas:
“Ao longo de oito décadas, a Usina Jacarezinho acompanhou a transformação do setor e da região. A inauguração da Maringá Energia II mostra que seguimos investindo em eficiência, sustentabilidade e desenvolvimento, com uma visão de longo prazo para o negócio e para as comunidades onde atuamos.”
Com esta expansão, o Grupo Maringá se firma como um player relevante na matriz de bioenergia brasileira. Ao integrar o aproveitamento de resíduos com o fornecimento estável para o sistema nacional, a empresa contribui diretamente para a segurança do suprimento elétrico e para a descarbonização da rede, pavimentando o caminho para os próximos ciclos de desenvolvimento industrial no interior paranaense.























