Brasil e República da Coreia oficializaram nesta segunda-feira (27/7) um pacto estratégico para intensificar o intercâmbio em energias limpas e infraestrutura digital, mirando a modernização do setor elétrico.
Em um movimento para fortalecer os laços tecnológicos e comerciais, o governo brasileiro e a administração sul-coreana celebraram um memorando de entendimento com foco no setor energético. O acordo, com vigência inicial de cinco anos e renovação automática, estabelece uma agenda robusta voltada para a modernização das redes de distribuição e transmissão de energia entre os dois países.
A iniciativa ganha destaque durante a visita oficial do presidente da República da Coreia, Lee Jae-myung, ao Brasil. Além do campo energético, a cooperação bilateral abrange setores vitais como semicondutores, inteligência artificial, exploração de minerais críticos e avanços na indústria farmacêutica, consolidando um projeto de intercâmbio que perpassa a economia do futuro.
Convergência em Energias Renováveis e Inovação
O compromisso formalizado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e pelo chanceler coreano, Cho Hyun, coloca em pauta projetos-piloto de redes inteligentes (smart grids), além de metas para aumentar a eficiência energética e promover o desenvolvimento tecnológico conjunto. O objetivo central é transformar esse diálogo diplomático em investimentos práticos para ambos os países.
“Este ato representa um avanço institucional na relação entre Brasil e República da Coreia e cria as bases para transformar diálogo em resultados concretos. Estamos prontos para trabalhar em conjunto com o governo e as empresas sul-coreanas para ampliar a cooperação em áreas estratégicas”, afirmou Alexandre Silveira.
Perspectivas para a Balança Comercial
O Brasil, que já se destaca como o maior polo de investimentos sul-coreanos na América Latina, viu o intercâmbio comercial entre as nações atingir a marca de US$ 11 bilhões em 2025. Contudo, o governo brasileiro vislumbra um potencial ainda maior. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que a meta é elevar substancialmente esse volume, aproximando empresas e centros de pesquisa nacionais das inovações coreanas.
Para viabilizar essa expansão, será criado um Grupo de Trabalho (GT), coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O foco do grupo será a identificação e superação de entraves comerciais, servindo como uma etapa preparatória fundamental para a retomada das negociações visando um futuro acordo entre o Mercosul e a Coreia do Sul.
O novo memorando é um desdobramento direto da Parceria Estratégica estabelecida no início de 2026. Com o compromisso renovado, o intercâmbio de especialistas e o compartilhamento de marcos regulatórios deverão acelerar a transição para matrizes mais sustentáveis, garantindo que o Brasil se posicione de forma competitiva nos fóruns globais de energia nos próximos anos.






















