E há uma possível aplicação de uma sobretaxa adicional de 12,5%, decorrente de investigações americanas sobre trabalho forçado
E há uma possível aplicação de uma sobretaxa adicional de 12,5%, decorrente de investigações americanas sobre trabalho forçado
Por Misto Brasil – DF
A nova tarifa de 25% imposta pelo governo dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras começou a vigorar nesta quarta-feira (22).
Entretanto, o mercado financeiro e os exportadores estão atentos à possível aplicação de uma sobretaxa adicional de 12,5%. Essa medida pode surgir de investigações americanas sobre trabalho forçado, nas quais o Brasil e outras 59 economias estão envolvidos.
Leia – Por que Trump está redesenhando o comércio mundial
Leia – Brasil está entre os dois países mais tarifados do mundo
Leia – Tarifas, urnas e a fabricação permanente do inimigo
A decisão sobre a soma dessas taxas está prevista para ocorrer até sexta-feira (24). Se as alíquotas forem combinadas, a tributação sobre certos produtos brasileiros poderá chegar a 37,5%, o que representará uma pressão significativa nas margens e nos contratos do setor produtivo.
Principais pontos e impactos no setor exportador
Carne bovina sob risco: O setor de carne bovina, que foi isento da tarifa inicial de 25%, pode ser afetado pela sobretaxa de 12,5%. Isso se deve a menções em relatórios do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) sobre trabalho compulsório.
Base jurídica: As duas sanções se baseiam na Seção 301 da Lei Comercial de 1974 dos EUA. A tarifa de 25% está relacionada a disputas comerciais bilaterais, enquanto a de 12,5% faz parte de uma política global contra o trabalho escravo.
Efeito dominó: Especialistas alertam que o maior risco para a economia é a reavaliação de créditos, alterações em ratings corporativos e a redução das margens de lucro, especialmente após o esgotamento dos embarques já contratados.
Estratégia corporativa: Recomenda-se que empresas com exposição ao mercado americano priorizem a manutenção de liquidez, a redução do endividamento e a diversificação de seus mercados de exportação.
Visão Geral
A nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras já está em vigor. Adicionalmente, existe a possibilidade de uma sobretaxa de 12,5% ser aplicada, em decorrência de investigações americanas sobre trabalho forçado, que incluem o Brasil e outros 59 países. A decisão final sobre a cumulatividade das taxas deve ser divulgada até sexta-feira (24). Se ambas as tarifas forem somadas, a carga tributária sobre alguns produtos brasileiros pode alcançar 37,5%, impactando negativamente as margens e contratos do setor exportador.























