Novas comprovações de transporte de gás consolidam o avanço das usinas vencedoras do recente leilão de reserva de capacidade, garantindo o suprimento para doze empreendimentos conectados à malha nacional.
O setor elétrico brasileiro atingiu um marco importante no cumprimento das obrigações contratuais do último Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCap). Quatro usinas termelétricas confirmaram junto à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a contratação de transporte firme de gás, assegurando o fornecimento contínuo de, pelo menos, 70% de sua capacidade operacional máxima.
Essa movimentação atende diretamente às diretrizes da Portaria Normativa nº 118/2025, do MME (Ministério de Minas e Energia), que exige garantias rigorosas para que as plantas conectadas ao sistema de gasodutos estejam prontas para operar conforme o cronograma estabelecido no certame realizado em março.
Detalhes das operações confirmadas
A Petrobras oficializou o suporte logístico para dois de seus ativos estratégicos. A UTE Termomacaé, com uma potência de 817,7 MW e previsão de entrada em operação para 2027, garantiu o fluxo através da rede da NTS (Nova Transportadora do Sudeste). Paralelamente, a UTE Vale do Açu, que dispõe de 106,6 MW, assegurou o abastecimento via infraestrutura da TAG (Transportadora Associada de Gás), iniciando suas atividades em 2028.
Do lado da iniciativa privada, a Âmbar Energia, braço do grupo J&F, também demonstrou conformidade. A UTE Araucária (451,5 MW) utilizará a malha operada pela TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil), enquanto a UTE Uruguaiana I (550,3 MW) terá o transporte viabilizado pela TSB (Transportadora Sulbrasileira de Gás). Ambas as unidades da holding têm suprimento garantido a partir de 2028.
“A regularização desses contratos junto às transportadoras é um passo fundamental para mitigar riscos sistêmicos e garantir que a segurança energética prometida no LRCap se converta em entrega efetiva de potência para o Sistema Interligado Nacional.”
Cenário de expansão e próximos passos
Com as novas autorizações publicadas no Diário Oficial da União em 17 de julho, o número total de térmicas que já provaram a viabilidade do suprimento de combustível subiu para doze. Este grupo se soma às unidades que haviam sido liberadas anteriormente pela ANP, incluindo projetos como a UTE Paulínia Verde e outras usinas de relevância nacional, como a UTE Termobahia e a UTE Norte Fluminense.
Este movimento de regularização reflete o esforço das geradoras em cumprir os prazos e exigências regulatórias. O sucesso dessas comprovações é acompanhado de perto pelo mercado, uma vez que a disponibilidade dessas plantas é crucial para o planejamento de longo prazo da matriz elétrica brasileira e para a estabilidade do fornecimento frente a períodos de sazonalidade hidrológica.




















