Com investimento de R$ 1,3 bilhão, a Copel inicia as primeiras etapas para adicionar 860 MW à Usina Hidrelétrica Foz do Areia, um marco para a geração hidrelétrica no Paraná e no Sistema Interligado Nacional.
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) deu um passo fundamental em um de seus mais relevantes projetos de expansão energética no Sul do país. As intervenções iniciais para o aprimoramento da Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Neto, popularmente conhecida como Foz do Areia, já estão em curso. Localizada estrategicamente no Rio Iguaçu, no município de Pinhão, no Paraná, a usina se prepara para receber duas novas unidades geradoras.
Este empreendimento não apenas reforça a posição da Copel no setor de energia limpa, mas também representa um aporte robusto de R$ 1,3 bilhão. As obras civis mais intensas estão previstas para começar em setembro deste ano, prometendo um aumento significativo na capacidade de geração de energia, essencial para o abastecimento do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Aumento Substancial na Capacidade Produtiva
A expansão da Usina Hidrelétrica Foz do Areia está projetada para adicionar impressionantes 860 megawatts (MW) de potência ao ativo. Com isso, a capacidade instalada da maior planta geradora da Copel saltará de 1.676 MW para 2.536 MW. Este aumento de aproximadamente 50% fortalecerá consideravelmente a oferta de energia firme e a capacidade de modulação de ponta da usina, desempenhando um papel crucial na segurança energética do país.
Visão Pioneira e Sustentabilidade Integrada
O projeto destaca-se por uma característica única: a inteligência do planejamento original da usina. Concebida na década de 1970, a Usina Foz do Areia já previa em seu design estruturas civis e poços para futuras turbinas. Essa visão de longo prazo permite à Copel reativar tais planos, resultando em uma injeção expressiva de energia renovável na matriz brasileira com custos de capital (CAPEX) otimizados e impactos socioambientais mínimos.
“A capacidade de aproveitar a engenharia pensada décadas atrás para uma expansão moderna é um testemunho da solidez do planejamento e da busca por soluções eficientes e sustentáveis. Este é um exemplo de como a história pode impulsionar o futuro da energia no Brasil,” afirma um especialista do setor, ressaltando a inovação da abordagem.
A otimização das fundações já existentes elimina a necessidade de alterar o nível do Rio Iguaçu ou criar novas áreas de reservatório, garantindo um processo de licenciamento ágil e altamente eficiente.
Compromisso Ambiental nas Etapas Iniciais
As primeiras intervenções concentraram-se nos canais de restituição de concreto armado, localizados abaixo das futuras unidades geradoras. Essas estruturas, de aproximadamente 27 metros de comprimento, foram isoladas e esvaziadas para permitir a inspeção e os trabalhos de engenharia civil. O cronograma técnico incluiu um rigoroso plano de resgate de fauna aquática, conduzido por uma equipe especializada.
Peixes e outras espécies confinadas nos canais foram cuidadosamente triados, avaliados biometricamente e translocados para a segurança do reservatório principal. Para prevenir o reingresso da fauna durante a montagem eletromecânica dos novos geradores, barreiras físicas e telas de exclusão mecânica foram instaladas nas saídas dos canais, reafirmando o compromisso da Copel com a sustentabilidade e a preservação do ecossistema local.
A expansão da Usina Foz do Areia pela Copel representa um marco significativo para o setor de energia no Brasil. Ao integrar um robusto investimento com uma estratégia de engenharia visionária e respeito ambiental, a companhia não apenas impulsiona a capacidade hidrelétrica do país, mas também reafirma o potencial da energia limpa para suprir a crescente demanda nacional. O sucesso deste projeto pode pavimentar o caminho para abordagens semelhantes em outras usinas, consolidando um futuro mais seguro e sustentável para a matriz energética brasileira.























