Cesta básica sobe: 17 capitais sentem o peso

Cesta básica sobe: 17 capitais sentem o peso
Cesta básica sobe: 17 capitais sentem o peso - Foto: Reprodução / Arquivo
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O Custo de Vida em Debate: 17 Capitais Encarecem, DF e Outras Reduzem

O cenário econômico brasileiro apresentou um comportamento misto no custo de vida durante o mês de junho. Enquanto 17 capitais brasileiras registraram um encarecimento da cesta básica, outras localidades, incluindo o Distrito Federal, observaram uma leve redução nos valores médios. Os dados foram compilados pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, um levantamento conjunto realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Variações regionais nos preços

A dinâmica de preços variou significativamente pelo país. O aumento mais expressivo no custo da cesta ocorreu em Boa Vista, com uma subida de 3,28%. Outras cidades como Palmas, Rio Branco e Porto Alegre também apresentaram altas relevantes. Por outro lado, o movimento de queda foi liderado por João Pessoa, que registrou uma redução de 3,97%, seguida por Recife e Maceió. É importante destacar que, ao observar o acumulado dos primeiros seis meses do ano, todas as capitais brasileiras registraram inflação nos itens da cesta, com variações que chegaram a superar os 21% em Fortaleza.

O peso dos alimentos no bolso do brasileiro

O grande vilão do mês foi o feijão, item que teve seu preço elevado em todas as cidades pesquisadas. Segundo o Dieese, essa valorização é reflexo de uma menor área de plantio e de impactos climáticos que prejudicaram a produtividade tanto na primeira quanto na segunda safra. Além do feijão, outros produtos essenciais, como o arroz agulhinha, a carne bovina de primeira e o leite integral, também contribuíram para o encarecimento da cesta básica.

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Visão Geral

No topo da lista de capitais com o maior custo de alimentação, São Paulo ocupa o primeiro lugar, com o valor médio da cesta atingindo R$ 965,47, seguida por Cuiabá, Rio de Janeiro e Florianópolis. Já os menores preços médios foram encontrados em Aracaju, São Luís, Maceió e Natal.

Diante desses valores, o Dieese realiza um cálculo baseado no preceito constitucional de que o salário mínimo deve cobrir necessidades básicas como moradia, saúde, educação e lazer. Com base na cesta mais cara do país (São Paulo), estimou-se que o salário mínimo ideal em junho deveria ser de R$ 8.110,92. Esse montante representa cerca de cinco vezes o valor do salário mínimo vigente no período, que era de R$ 1.621.

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