O Brasil consolida sua posição global em energia limpa, com a solar registrando queda expressiva de preços, enquanto a eólica mantém competitividade apesar de leve ajuste nos custos.
O cenário da matriz energética brasileira passou por mudanças relevantes em 2025. Segundo dados recentes divulgados pela Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena), o país viu o custo nivelado da energia solar fotovoltaica despencar 25%, alcançando US$ 37/MWh. Em contrapartida, a geração eólica em terra (onshore) apresentou um incremento de 3% no custo, situando-se em US$ 31/MWh.
Apesar da oscilação, o Brasil permanece em uma posição de destaque no ranking global. Mesmo com a elevação pontual, a fonte eólica brasileira segue como a segunda mais competitiva do mundo, perdendo apenas para a China. Além disso, o país registrou uma redução de 4% nos custos de instalação de novos parques eólicos, feito compartilhado apenas com o mercado chinês — que lidera a queda com uma redução de 10% no mesmo período.
Eficiência e competitividade internacional
No segmento da energia solar, o Brasil aproxima-se rapidamente dos líderes mundiais. Com o custo de US$ 37/MWh, o país figura logo atrás da China (US$ 36/MWh) e da Índia (US$ 35/MWh). Esse movimento mostra que o Brasil tem se tornado um destino cada vez mais eficiente para investimentos em renováveis, otimizando recursos ao longo de toda a vida útil dos projetos.
Além da eólica e solar, a geração hídrica nacional também chama a atenção no estudo da Irena. No período entre 2018 e 2025, o Brasil apresentou o custo de instalação mais baixo entre as nações avaliadas para grandes hidrelétricas, fixado em US$ 1.463/kW. O desempenho também é notável para pequenas centrais hidrelétricas, ocupando o segundo posto mundial, atrás apenas do modelo chinês.
Impacto econômico das renováveis
O avanço dessas tecnologias no país não traz apenas benefícios operacionais, mas também um significativo ganho econômico. O relatório estima que a priorização da geração limpa evitou um gasto de US$ 32,4 bilhões aos cofres e ao mercado, valor que seria necessário caso o país optasse por expandir sua infraestrutura através de fontes fósseis, como carvão ou gás natural.
“O Brasil demonstra uma resiliência técnica que coloca o país na vanguarda da transição energética global, equilibrando custos de instalação favoráveis com uma expansão consistente de sua capacidade de geração”, aponta o levantamento técnico da agência.
A projeção para os próximos anos é de que o Brasil continue a atrair capital internacional devido à sua curva de custos competitiva. Com a infraestrutura já consolidada em diversas regiões e políticas voltadas para a descarbonização, o país consolida-se como um pilar essencial para o futuro da energia sustentável nas Américas.





















