A Opep+ autorizou um incremento de 188 mil barris diários em sua meta de extração a partir de agosto, visando ajustar a oferta global de petróleo frente ao cenário atual de preços.
A aliança formada pelos principais exportadores de petróleo, conhecida como Opep+, oficializou neste domingo (5.jul.2026) uma nova rodada de expansão na oferta da commodity. Após uma conferência virtual entre os sete países-membros que compõem o núcleo do grupo — incluindo potências como Arábia Saudita e Rússia — ficou decidido que o mercado global contará com um volume adicional de 188 mil barris por dia a contar do próximo mês de agosto.
O movimento ocorre em um período de transição nos valores internacionais. Com a normalização do tráfego pelo estreito de Ormuz, a pressão altista sobre as cotações diminuiu significativamente. Na última sexta-feira (3.jul), o preço do barril do tipo Brent foi cotado a US$ 72,12, patamar bem distante do pico superior aos US$ 120 observado durante o período em que a passagem esteve interrompida.
Estratégia e cautela do mercado
Em comunicado oficial, o bloco destacou que a decisão integra uma estratégia de monitoramento dinâmico das condições do setor. De acordo com a organização, a prioridade permanece sendo a estabilidade dos preços, mantendo um perfil flexível para realizar eventuais ajustes.
“Os países continuarão monitorando e avaliando atentamente as condições do mercado e, em seus esforços contínuos para apoiar a estabilidade, reafirmaram a importância de adotar uma abordagem cautelosa e de manter total flexibilidade para aumentar, pausar ou reverter a eliminação gradual dos ajustes voluntários de produção”
Além dos líderes sauditas e russos, a coalizão conta com a participação do Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. Esta nova elevação dá continuidade a uma política de expansão adotada pelo grupo desde abril, que já havia injetado cerca de 800 mil barris diários adicionais no mercado global entre o segundo e o terceiro trimestre de 2026. A expectativa é que essa injeção de oferta ajude a equilibrar a demanda energética e a suavizar a volatilidade dos preços nos próximos meses.






















