O presidente da Câmara, Hugo Motta, articula agenda estratégica entre a FPA e o Ministério da Fazenda para destravar pautas cruciais do setor produtivo e o futuro dos combustíveis.
Em busca de consensos nas pautas de maior impacto econômico no Congresso Nacional, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), liderou uma rodada de conversas com representantes do governo federal. O objetivo central é pavimentar o terreno para a votação de temas sensíveis que envolvem desde o socorro financeiro ao agronegócio até o equilíbrio do mercado de energia renovável e combustíveis fósseis.
A reunião contou com a presença de Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, e do líder do governo na Casa, Paulo Pimenta (PT-RS). A pauta principal foi a conciliação de interesses sobre o PL 5122/23, que trata do refinanciamento das dívidas rurais, e o PLP 114/26, referente à política de combustíveis.
Diálogo direto com o campo
Como desdobramento imediato das tratativas, Hugo Motta confirmou que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) terá um assento à mesa com a equipe econômica na próxima terça-feira (7). O encontro visa sanar divergências técnicas e garantir que a proposta de auxílio aos produtores rurais saia do papel com segurança jurídica e viabilidade orçamentária.
“O objetivo é buscar um acordo em relação ao projeto das dívidas rurais, com foco no atendimento aos produtores afetados por intempéries climáticas”, afirmou o parlamentar.
A iniciativa reforça o compromisso da atual gestão da Câmara com a responsabilidade fiscal, equilibrando o suporte aos produtores que sofreram perdas devido a eventos climáticos severos e o rigor com as contas públicas.
O futuro da matriz de combustíveis
Outro ponto de alta relevância discutido no gabinete da presidência diz respeito ao projeto que regula o mercado de combustíveis. O governo federal sinalizou, durante o encontro, que realizará uma revisão profunda sobre a subvenção da gasolina nos próximos dias.
A medida tem como finalidade assegurar uma competitividade justa para o etanol, mantendo um diferencial de preço que favoreça a opção pelos biocombustíveis na matriz de transporte brasileira. A movimentação é vista como um passo importante para alinhar a política de transição energética do país com os interesses da indústria e dos consumidores.
Com a mediação de Hugo Motta, a expectativa é que o governo e a FPA consigam alinhar os últimos ajustes necessários. O sucesso desse diálogo é visto como um termômetro para a harmonia entre o Legislativo e o Executivo, essencial para destravar pautas que impactam diretamente a economia brasileira e o dia a dia do setor rural.




















