O Brasil atingiu a marca de 4,3 milhões de sistemas de energia solar, com uma predominância clara de instalações em residências. O setor de geração distribuída segue em expansão acelerada, liderado por estados como São Paulo e pelo Centro-Oeste.
O setor de energia renovável no Brasil alcançou um marco expressivo em 2026. Segundo dados compilados pelo Infográfico Solfácil, com base em informações da ANEEL, o país superou a marca de 4,3 milhões de conexões de energia solar na modalidade de geração distribuída até o mês de abril.
Esse crescimento vertiginoso reflete a busca dos brasileiros por independência energética e economia na conta de luz. Somente nos quatro primeiros meses de 2026, foram registradas 202 mil novas instalações, consolidando uma trajetória de ascensão que saltou de 401 mil sistemas em 2020 para o patamar atual, reforçando a relevância da sustentabilidade no cenário nacional.
A força das residências na matriz solar
A democratização da tecnologia fotovoltaica é evidente no perfil das instalações. Atualmente, 84% das usinas solares em operação estão localizadas em imóveis residenciais. Setores como o comercial (6%), rural (5%) e industrial (1%) completam a lista de adesão, demonstrando que as casas brasileiras são o grande motor da transição para fontes de energia limpa.
A potência dos sistemas instalados também corrobora essa tendência de uso doméstico. Mais da metade das conexões (54%) possui entre 3 e 6 kWp, uma faixa ideal para o consumo de uma residência média. De acordo com especialistas da Solfácil, o ecossistema de soluções solares continua a facilitar o acesso a essa tecnologia, tornando a transição energética viável para diferentes perfis de consumidores.
“O Brasil tem demonstrado uma maturidade ímpar na adoção da energia solar, transformando residências em pequenas usinas geradoras que contribuem diretamente para a descarbonização da matriz elétrica nacional”, destacam analistas do setor.
Liderança estadual e penetração regional
No ranking de estados, São Paulo segue no topo, com 119 mil novas conexões nos últimos 12 meses, seguido por Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Bahia. Entre os municípios, Cuiabá aparece como destaque nacional, ocupando a primeira posição com 9 mil novos sistemas, seguida por cidades como Brasília e Campo Grande.
Embora o volume absoluto de instalações seja elevado em grandes centros, é o Centro-Oeste que detém a maior taxa de penetração solar do país. Com 12,4% de imóveis já equipados com painéis fotovoltaicos, a região supera a média nacional de 8,1%, evidenciando um uso mais intensivo da irradiação solar na região.
O impacto dessa expansão é notável: além de reduzir custos para o consumidor final, o avanço da fotovoltaica contribui para o alívio das redes elétricas e para a preservação ambiental. Com quase 20 MWp adicionados apenas nos primeiros meses de 2026, a projeção é que a energia solar continue sendo o principal vetor da eficiência energética e do desenvolvimento sustentável no Brasil nos próximos anos.





















