Reavaliação da Condenação no Caso “Crime da 113 Sul”
Reavaliação da Condenação no Caso ‘Crime da 113 Sul’
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) está em processo de reavaliação de uma decisão referente ao caso conhecido como “Crime da 113 Sul”. A Sexta Turma do STJ está analisando os embargos de declaração apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Contexto da Anulação e Recurso
Em 2 de setembro de 2025, a Sexta Turma do STJ, por uma votação de três a dois, decidiu anular a condenação de Adriana Villela. Essa decisão reabriu a possibilidade de produção de novas provas no caso. Agora, o MPDFT, por meio dos embargos de declaração, busca que o STJ reconsidere essa decisão.
Argumentos do MPDFT e Parecer da PGR
O MPDFT argumenta que a decisão anterior continha omissões, contradições e obscuridades. Com a correção desses pontos, o Ministério Público espera que a condenação original, imposta pelo Tribunal do Júri, seja restabelecida e que o cumprimento da pena seja iniciado imediatamente. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já analisou o caso e emitiu um parecer favorável aos pedidos do MPDFT, opinando pelo acolhimento dos embargos de declaração.
Relembrando o Crime e o Julgamento
Adriana Villela foi condenada em 2019 pelo Tribunal do Júri de Brasília. Ela foi considerada a mandante das mortes de seus pais, o advogado e ministro aposentado do TSE José Guilherme Villela e a advogada Maria Carvalho Mendes Villela, além da funcionária da família, Francisca Nascimento da Silva. A pena inicial foi de 61 anos de prisão. O crime ocorreu em agosto de 2009, e o julgamento, que durou dez dias, ficou marcado como a sessão de julgamento mais longa da história do Distrito Federal.
Créditos: Misto Brasil






















