Amazonas Energia pede à Aneel mais prazo para evitar rombo financeiro de R$ 175 milhões.
A Amazonas Energia encaminhou um pedido urgente à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), solicitando uma extensão de 180 dias nas flexibilizações regulatórias relacionadas à Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). A medida visa mitigar um potencial déficit de caixa de mais de R$ 175 milhões, previsto para ocorrer já no próximo dia 20 de junho.
A concessionária atravessa um período de transição operacional após a conclusão da transferência de controle acionário para a Âmbar Energia, do grupo J&F. Com o fim do regime excepcional, o reembolso da CCC, que antes garantia o recebimento integral dos valores pleiteados, passa a ser limitado a 75% da média dos últimos três meses. Essa mudança impacta diretamente o fluxo de caixa da empresa.
Alerta Financeiro Iminente
A gestão da Amazonas Energia acendeu o sinal vermelho diante da iminente redução no teto de repasse. Sem a manutenção das condições excepcionais ou um diferimento no prazo, a empresa pode enfrentar dificuldades para honrar compromissos contratuais de compra de energia e pagamentos a fornecedores de combustíveis.
Em correspondência oficial, o presidente da distribuidora, João Pilla, detalhou o cenário: “Tomando como referência o balanço de maio, a redução do reembolso preliminar para 75% provocaria um deficit de caixa superior a R$ 175 milhões no dia 20 do mês, data em que vencem as obrigações contratuais da Amazonas Energia.”
A Complexidade da CCC e os Sistemas Isolados
A discussão na Aneel também lança luz sobre a importância e a complexidade da CCC. Esse encargo, pago por todos os consumidores brasileiros, é fundamental para subsidiar a geração de energia nos Sistemas Isolados da Região Norte, onde os custos de produção são significativamente mais elevados.
A agência reguladora busca um equilíbrio entre a fiscalização rigorosa para evitar distorções e a necessidade de garantir a sustentabilidade econômico-financeira das concessões, especialmente em momentos de reestruturação e com a entrada de novos investidores estratégicos. A decisão do colegiado da Aneel é aguardada com expectativa pelo mercado. Caso o pedido seja negado, a nova controladora terá que realizar aporte financeiro imediato para evitar a inadimplência.























