Assaí aposta em energia solar para otimizar custos e expandir sua rede com nova usina de 25 MWm.
O setor de autoprodução de energia no Brasil acaba de testemunhar um marco significativo com a expansão estratégica do Assaí no segmento de grande varejo. A empresa assegurou a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para uma nova parceria voltada à geração própria de energia solar. A iniciativa, desenvolvida em colaboração com a BCP Global e a European Energy, promete suprir aproximadamente metade da demanda energética de suas operações a partir de 2028.
Esta movimentação se alinha a uma tendência crescente entre grandes consumidores que buscam maior controle sobre seus custos operacionais e metas de sustentabilidade. Com a nova usina solar, o Assaí visa mitigar a exposição à volatilidade do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e fortalecer sua eficiência energética.
Parceria Estratégica e Previsibilidade de Custos
O acordo firmado estabelece um Contrato de Compra de Energia de Longo Prazo (PPA) com vigência de 15 anos. A usina, que terá capacidade instalada de 25 MWm (megawatts-médios), será construída em Pernambuco, na modalidade de autoprodução por equiparação. Essa estrutura jurídica permite que empresas associem-se a projetos de geração para se tornarem, formalmente, produtoras de sua própria energia, desfrutando de isenções de encargos setoriais como a CDE e o Proer.
O Complexo Solar Boa Hora, localizado em Tacaimbó, será o responsável por fornecer a energia limpa. A escolha da região Nordeste não é aleatória, dada a sua vocação para o desenvolvimento de fontes renováveis e o interesse de grandes empresas em contratos corporativos de energia.
Impacto Operacional e Metas de Sustentabilidade
Para o Assaí, a energia elétrica representa um dos maiores custos operacionais, ficando atrás apenas da folha de pagamento. Com mais de 310 lojas distribuídas em todo o território nacional, a capacidade de prever e controlar esses gastos é fundamental. A autoprodução solar oferece uma proteção eficaz contra as flutuações de tarifa e encargos, além de reforçar o compromisso da empresa com a descarbonização de suas operações (Escopo 2).
Lucas Attademo, Gerente de Projetos do Assaí, ressalta a importância estratégica da iniciativa: “Esse projeto representa um avanço importante na estratégia de eficiência energética do Assaí e reforça nosso compromisso com soluções estruturantes e sustentáveis para o negócio. Além de ampliar a previsibilidade de custos operacionais no longo prazo, a iniciativa fortalece a segurança energética da Companhia e amplia nossa participação no mercado de energia renovável.”
A decisão do Cade chancela um modelo de negócio que ganha força no Brasil, demonstrando o potencial da energia solar para grandes consumidores que buscam otimização econômica e alinhamento com práticas de governança corporativa e responsabilidade ambiental.





















