O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou quatro novas linhas de luz no acelerador de partículas Sirius, em Campinas, com aporte de R$ 800 milhões para ampliar pesquisas estratégicas.
O complexo científico do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem) ganhou um reforço tecnológico fundamental nesta segunda-feira (18.mai.2026). O governo federal oficializou a entrega de quatro novas linhas de luz no acelerador de partículas Sirius, equipamento de ponta que funciona como um potente “supermicroscópio” voltado à análise atômica e molecular da matéria.
A expansão, que contou com um investimento robusto de R$ 800 milhões, marca a finalização da segunda etapa do projeto. Financiado por meio do Novo PAC, o aporte reforça o compromisso do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações com a infraestrutura de pesquisa de alto impacto.
Capacidades das novas linhas de pesquisa
As estruturas recém-inauguradas — batizadas de Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê — possuem funções altamente especializadas. Elas permitirão avanços científicos que vão desde o desenvolvimento de semicondutores e chips para a indústria eletrônica até investigações aprofundadas em minerais críticos, fármacos, fontes de energia sustentável e nanotecnologia.
“Estamos estruturando uma plataforma nacional de soberania tecnológica em saúde, capaz de conectar ciência de fronteira, inovação produtiva e as necessidades concretas de saúde do povo brasileiro”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, durante o evento.
Soberania tecnológica em saúde
Além da entrega do Sirius, o governo apresentou o Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde. Com uma injeção inicial de R$ 65 milhões e a promessa de atingir R$ 600 milhões nos próximos cinco anos, a iniciativa busca reduzir a dependência brasileira de tecnologias importadas.
O Cnpem atuará como o principal centro-âncora dessa estratégia. O esforço se soma ao desenvolvimento do laboratório Orion, um complexo laboratorial de biossegurança voltado a patógenos que, com investimento de R$ 1,4 bilhão, será o primeiro do mundo a operar em conexão direta com uma fonte de luz síncrotron, consolidando o Brasil como um player de referência mundial em ciência de fronteira.























