**A elevada carga tributária, aliada à burocracia e à insegurança regulatória, tem prejudicado a competitividade das companhias brasileiras. Esse cenário tem motivado um movimento de migração de parte da produção para o Paraguai, conforme aponta o advogado tributarista Rômulo Martins, sócio do escritório Lacerda Diniz Machado.**
A elevada carga tributária, aliada à burocracia e à insegurança regulatória, tem prejudicado a competitividade das companhias brasileiras. Esse cenário tem motivado um movimento de migração de parte da produção para o Paraguai, conforme aponta o advogado tributarista Rômulo Martins, sócio do escritório Lacerda Diniz Machado.
O fenômeno das maquilas e o alerta ao mercado
O especialista destaca que o crescimento do regime de maquila no país vizinho funciona como um sinal de alerta para o ambiente de negócios brasileiro. Segundo Martins, o Brasil enfrenta um problema histórico com a sua complexa estrutura de impostos, o que acaba drenando a capacidade de investimento das empresas nacionais.
Além dos impostos: fatores operacionais e trabalhistas
Embora os tributos pesem na decisão dos empresários, a busca pelo Paraguai não é motivada apenas por economia financeira. O país vizinho oferece um ecossistema mais favorável que envolve:
- Questões operacionais mais simplificadas;
- Relações trabalhistas mais flexíveis;
- Um ambiente regulatório mais estável.
Desde 1997, o Paraguai investe em modelos focados na atração de empresas estrangeiras, priorizando a desburocratização.
A transição tributária brasileira
Atualmente, o Brasil passa por um processo de reforma tributária, mas a falta de regulamentação definitiva gera um clima de incerteza. Para o advogado, esse cenário de transição traz dúvidas para empresários e investidores que, diante da falta de clareza, buscam mercados onde as regras sejam mais previsíveis.
Visão Geral
Questionado sobre o impacto econômico dessa saída de empresas para a arrecadação brasileira, Martins pondera que os efeitos numéricos ainda não são considerados expressivos. Devido à imensa escala da economia nacional, a migração produtiva atual ainda não representa uma perda crítica, embora indique um desafio competitivo crescente para o Brasil.
Créditos: Misto Brasil






















