O Ibovespa encerrou o dia com um desempenho positivo de 1,77%, atingindo 177.355,73 pontos.
O Ibovespa encerrou o dia com um desempenho positivo de 1,77%, atingindo 177.355,73 pontos. Esse resultado representa uma recuperação importante, somando 3.076,87 pontos, após o índice ter registrado uma queda de 1,52% no pregão anterior. Esta é a valorização diária mais expressiva desde o dia 8 de abril, quando o mercado subiu 2,09%.
O reflexo dos mercados internacionais
O otimismo na Bolsa brasileira foi impulsionado pelo cenário global. A notícia de que a Guarda Revolucionária do Irã liberou a navegação de 26 embarcações pelo Estreito de Ormuz trouxe alívio aos investidores. Segundo Rafael Pastorello, gestor do Banco Sofisa, essa melhora no ambiente externo favoreceu a entrada de capital estrangeiro no Brasil, o que também contribuiu para a valorização do real frente ao dólar à vista, que fechou em queda de 0,74%, cotado a R$ 5,0034.
Influências políticas e corporativas
Internamente, os investidores monitoram o clima político diante da proximidade das eleições de outubro e os resultados de pesquisas eleitorais, como a da AtlasIntel/Bloomberg, que indicou oscilações nas intenções de voto. No setor corporativo, o destaque ficou com a Nvidia, que apresentou resultados do primeiro trimestre acima das projeções do mercado, reportando uma receita de US$ 81,62 bilhões.
Comportamento das commodities
O mercado de ativos reais também reagiu:
- Ouro: Fechou em alta de 0,53%, alcançando US$ 4.535,30 por onça-troy. Analistas do TD Securities alertam, contudo, para a necessidade de novas valorizações para sustentar as posições compradas atuais.
- Petróleo: Apresentou queda acentuada. O petróleo WTI para julho recuou 5,7%, enquanto o Brent caiu 5,62%. Essa retração é explicada pela normalização parcial do fluxo no Estreito de Ormuz e pela expectativa de um possível acordo no Oriente Médio, mesmo com a queda nos estoques dos EUA.
- Prata: O contrato para julho subiu 1,35%, sendo cotado a US$ 76,181 por onça-troy.
Visão Geral
O dia foi marcado por um clima de recuperação tanto em Wall Street quanto nas praças europeias, impulsionado pela queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA. Embora o movimento de recuperação do ouro enfrente resistências técnicas, o mercado permanece atento aos desdobramentos geopolíticos e aos indicadores econômicos globais para definir as próximas tendências. (Com a CNBC, InfoMoney, MoneyTimes e Times Brasil)
Créditos: Misto Brasil






















