A Tecnogera projeta que sua unidade de ‘local business’ alcance um faturamento de R$ 158,1 milhões em 2026, impulsionada pela crescente adesão da indústria a modelos de energia como serviço.
A busca das corporações por maior estabilidade e eficiência operacional está transformando a forma como o setor produtivo brasileiro gerencia seu suprimento elétrico. Em vez de imobilizar capital em infraestrutura própria, grandes empresas têm optado por soluções de energia temporária e descentralizada, consolidando um novo patamar de maturidade para esse mercado.
A Tecnogera, referência em infraestrutura elétrica, estima um avanço de 9,5% na receita de sua divisão de local business. O montante, que deve chegar a R$ 158,1 milhões no próximo ano, reflete a transição estratégica de companhias que priorizam a flexibilidade operacional frente às instabilidades do SIN (Sistema Interligado Nacional) e às flutuações tarifárias.
Eficiência e redução de riscos operacionais
O modelo de EaaS (Energy as a Service) tem se tornado a alternativa predileta para setores de capital intensivo, como mineração, óleo e gás, infraestrutura e manufatura. Ao contratar sistemas de energia sob demanda, essas organizações transferem a complexidade logística e tecnológica para especialistas.
Essa mudança permite que gestores convertam despesas de capital (CAPEX) em custos operacionais (OPEX) ajustáveis às necessidades produtivas. Com isso, eliminam-se preocupações com manutenção pesada, gestão de estoques de combustíveis e as crescentes exigências ambientais de controle de emissões.
Demanda técnica em um cenário de incertezas
Conforme aponta a estratégia da companhia, a demanda por esses serviços tem se mostrado resiliente, descolando-se de variações diretas no PIB. O uso de subestações móveis e geradores, antes restrito a emergências, agora faz parte do planejamento estratégico de rotina das plantas.
“O setor industrial não vê mais as soluções temporárias como um paliativo, mas como um pilar essencial para garantir o controle da ponta de carga e a resiliência das operações em um clima de instabilidade regulatória e climática”, observam especialistas do setor.
O futuro do segmento aponta para uma integração ainda mais profunda entre a demanda técnica industrial e o suporte energético terceirizado. Para as empresas, o movimento representa uma blindagem necessária contra gargalos de suprimento, garantindo a continuidade das operações em um ambiente de mercado cada vez mais rigoroso.























